A Square Enix revisita um de seus maiores clássicos com Dragon Quest III HD-2D Remake, trazendo de volta um dos capítulos mais importantes da história dos RPGs. Lançado originalmente como um marco para o gênero, o jogo retorna agora com uma proposta que mistura respeito ao material original com melhorias que atualizam a experiência para os dias atuais.

Uma jornada clássica com forte carga emocional
A história segue uma estrutura simples, mas eficiente. O protagonista, filho de Ortega, parte em uma missão para encontrar seu pai e derrotar Baramos, uma ameaça crescente ao mundo.
Mesmo com uma narrativa direta, o jogo consegue criar momentos marcantes, especialmente ao trabalhar a ausência de Ortega como elemento central da motivação do herói. Essa relação dá mais peso à jornada, transformando a aventura em algo além de uma simples missão de salvar o mundo.
O remake mantém essa base intacta, valorizando os momentos mais importantes e preserva o tom clássico da narrativa.

Sistema de vocações mais flexível
Um dos maiores avanços está no sistema de vocações, que amplia significativamente as possibilidades de personalização da equipe. Além das classes tradicionais, o jogo introduz novas opções e incentiva experimentação.
Além disso, a possibilidade de manter habilidades adquiridas mesmo após trocar de classe cria combinações interessantes, permitindo montar estratégias únicas para cada jogador. Essa liberdade transforma a progressão em algo mais dinâmico e estratégico.
No entanto, o maior destaque é a introdução do Domador de Monstros, que permite capturar criaturas e utilizá-las tanto em combate quanto em desafios paralelos, como arenas específicas.

Exploração rica e cheia de segredos
O mundo do jogo continua sendo um dos seus pontos mais fortes. Com cidades, cavernas e áreas secretas espalhadas pelo mapa, a exploração é recompensadora e constante.
O remake facilita essa jornada com melhorias de qualidade de vida, como marcação de objetivos e navegação mais intuitiva. Ainda assim, mantém o espírito de descoberta que marcou o original.
Além disso, itens colecionáveis e conteúdos extras, como as mini medalhas, ampliam o tempo de jogo e incentivam o jogador a explorar cada canto do mapa.

Desafio que exige preparo
Mesmo com ajustes modernos, o nível de dificuldade continua sendo um elemento marcante. Em diversos momentos, o jogo exige preparo, entendimento das mecânicas e bom gerenciamento de recursos.
Para quem busca uma experiência mais tranquila, há opções de dificuldade que suavizam esses picos. Ainda assim, no modo padrão, é necessário investir tempo evoluindo personagens e planejando estratégias.
Outro ponto que pode incomodar é a frequência elevada de batalhas aleatórias, que pode quebrar o ritmo da exploração em alguns momentos.

Direção artística que valoriza o clássico
Visualmente, o remake segue o estilo HD-2D, combinando sprites em pixel art com cenários tridimensionais ricos em detalhes. A influência do trabalho de Akira Toriyama continua evidente no design dos personagens e criaturas.
O resultado é um mundo vibrante, com iluminação dinâmica e efeitos que dão mais profundidade aos ambientes. Cada região transmite identidade própria, reforçando a imersão.
Por fim, a trilha sonora, baseada na clássica suíte orquestrada, complementa essa experiência, trazendo novas interpretações das composições de Koichi Sugiyama.

Limitações que ainda pesam
Apesar de todos os avanços, o jogo apresenta uma ausência importante: a falta de localização em português do Brasil. Considerando a quantidade de diálogos e sistemas, isso pode dificultar a experiência para parte do público.
É uma decisão que impacta diretamente a acessibilidade, especialmente em um título que aposta tanto na construção de mundo e narrativa.
Dragon Quest III HD-2D Remake – Vale a pena?





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