Avatar: Frontiers of Pandora – Das Cinzas – Review

Avatar: Frontiers of Pandora – Das Cinzas – Review

Sempre que um jogo se passa no universo de Avatar, ele já chama a atenção pelo visual exuberante e pela oportunidade de explorar Pandora. Com isso em mente, fui de coração aberto para Avatar: Frontiers of Pandora – Das Cinzas, expansão que funciona menos como um DLC tradicional e mais como uma experiência paralela ao jogo principal, aproveitando o momento em que o universo volta aos holofotes com o novo filme.

A narrativa aqui é o grande motor da experiência, mas a jogabilidade refinada complementa de forma orgânica, criando uma sensação de mundo vivo e dinâmico. Não é uma aventura para todos, mas para quem já gosta do universo, o custo-benefício é alto para mergulhar em Pandora sem depender do conhecimento profundo do jogo original.

Das Cinzas apresenta uma história mais sombria e pessoal, centrada em So’lek, um guerreiro Na’vi que retorna como protagonista. Enquanto os eventos se passam paralelamente ao novo filme, a trama é independente, permitindo que novos jogadores se conectem rapidamente. O conflito envolve a destruição de territórios Na’vi causada pelo retorno da RDA, agora aliada ao violento Clã das Cinzas. O tom é direto e emocional, mostrando perdas, vingança e a necessidade de proteger a família e o povo, embora a simplicidade moral, heróis claramente justos e vilões visivelmente maus, possa parecer previsível para quem esperava maior complexidade política ou cultural.

O combate é uma das grandes atrações da jogabilidade. Além das batalhas contra soldados humanos e mechas, o jogador agora enfrenta Na’vi inimigos, que possuem habilidades semelhantes às do protagonista, exigindo atenção estratégica. As sequências aéreas em criaturas voadoras continuam espetaculares, e o ritmo mais ágil da DLC elimina longos tutoriais e etapas repetitivas. A furtividade, no entanto, ainda apresenta inconsistências, o que pode frustrar quem prefere abordagens mais silenciosas.

As melhorias em relação ao jogo base fazem diferença. A adição do modo em terceira pessoa transforma a experiência, tornando o combate mais fluido, a navegação mais intuitiva e as animações mais viscerais. O sistema de progressão também foi simplificado: menos números confusos e mais foco em habilidades práticas tornam a evolução do personagem clara e satisfatória. A interface foi ajustada para facilitar a localização de itens colecionáveis e recursos na vegetação densa de Pandora, corrigindo críticas frequentes do lançamento original.

Visualmente, Das Cinzas mantém o altíssimo padrão do jogo principal. Pandora é exuberante, com florestas densas, efeitos de iluminação impressionantes e cenários que reforçam o tema de destruição da DLC. Mesmo com escopo reduzido, o nível de detalhe impressiona, e a direção de arte segue fiel à visão cinematográfica de James Cameron. O desempenho no PS5 é mais estável, com engasgos pontuais, principalmente em combates grandes ou exploração aérea, mas nada que comprometa seriamente a imersão.

Apesar de seus méritos, a expansão não reinventa a fórmula. Jogadores que não se conectaram com o jogo principal dificilmente terão sua opinião alterada, já que a estrutura de mundo aberto e missões segue o estilo clássico da Ubisoft.

Avatar: Frontiers of Pandora – Das Cinzas vale a pena?

Avatar: Frontiers of Pandora – Das Cinzas entrega uma experiência visualmente deslumbrante, com narrativa emocional e combate estratégico refinado. Apesar de não revolucionar a fórmula do jogo base, a expansão oferece uma imersão satisfatória em Pandora, atraente tanto para fãs veteranos quanto para novos jogadores interessados no universo Na’vi.

Avatar de George Oliveira