Clawpunk é mais um daqueles indies estilizados que é discreto, mas quando dada uma chance surpreende! Com uma estética exagerada e cheio de atitude, o caos apresentado funciona e diverte. Além disso, a estrutura roguelite e plataforma tornam cada partida agressiva e repleta de desafios, construindo uma identidade própria.
Com muita exploração, gatos mutantes e muito estilo, Clawpunk é uma experiência sólida e barulhenta, mas ainda tropeça em alguns pontos ao longo do caminho.
Clawpunk não possui uma narrativa densa e nada complexa, focando em sua jogabilidade. O enredo, assim como grande parte dos roguelites atuais não possuem uma grande narrativa, mas que funciona como pano de fundo para uma jogabilidade cheia de energia. O jogo se passa em um futuro tecnológico, violento e repleto de mutações felinas, apresentando nove gatos jogáveis, cada um com personalidades e funções especificas. Existem desde o brutamontes que passa por cima de tudo, o ágil que possui um grande foco em sua velocidade, o perito em explosivos e diversos outros.
Além disso, o jogo não possui diálogos elaborados ou cutscenes. Clawpunk se apoia na sua vibe exagerada, seja pelos nomes de habilidades, humor ácido e um universo absurdo, abraçando com convicção suas ideias. Tudo é estiloso e exagerado, algo que pode não agradar todos, principalmente quem busca uma narrativa mais densa. No entanto, se você ama a loucura e adrenalina, esse jogo é pra você.
A jogabilidade de Clawpunk é a cereja em cima do bolo. Ele é rápido e impiedoso, com controles simples e uma movimentação de plataformas clássicas com um toque moderno e agressivo. O combate conta com golpes corpo a corpo, esquivas, armas de fogo, granadas e ataques especiais, tornando cada área repleta de explosões e desafios, fazendo com que o medidor de raiva incentive-nos a jogar sempre no limite.
O combate se expande através dos estilos de cada personagem, onde vão de dano bruto, outros ágeis ou até mesmo um que utiliza uma cadeira de roda como máquina de destruição. A possibilidade de escolhas tornam cada partida diferente, incentivando-nos a experimentar combinações e descobrir novas formas de sobreviver ao caos. Além disso, a progressão reforça o vicio. Ao coletar Moedas do Caos, podemos desbloquear novos personagens, melhorias permanentes e cartas que alteram o estilo de jogo. O sistema de nove vidas, torna o jogo ainda mais estratégico, onde a escolha de qual gato pode definir se sua partida será mais equilibrada ou caótica.
No entanto, a jogabilidade possui falhas pontuais, principalmente nas partidas iniciais. A dificuldade é cruel nas primeiras horas, criando uma curva de aprendizado que pode afastar muitos jogadores. Apesar de ser um jogo procedural, é normal os mapas repetirem os padrões com bastante frequência.
Clawpunk possui um visual espetacular, com arte pixelada e bem detalhada, repleto de neon, faíscas, cabos expostos e sucata metálica. A cidade verticalizada é totalmente destrutível, adicionando dinamismo ao combate, onde paredes explodem, plataformas desabam e novas alternativas surgem a cada ação. Apesar de funcionar bem, em certos momentos o caos pode atrapalhar e ocultar inimigos menores e até mesmo deixar o jogador confuso com tudo que acontece.
Felizmente, Clawpunk roda de forma perfeita no PS5, sem queda de fps e tempos de carregamento inexistentes. Essa estabilidade é ideal para preservar o ritmo acelerados e não atrapalhar a experiência caótica apresentada.
Clawpunk vale a pena?
Clawpunk é uma explosão de personalidade: caótico, estiloso, barulhento e profundamente viciante. Embora sua dificuldade acentuada, repetição ocasional e problemas de visibilidade possam frustrar, a combinação de combates velozes, personagens carismáticos e trilha sonora de primeira torna cada run uma experiência empolgante. No PS5, tudo isso ganha ainda mais brilho graças ao desempenho fluido. Para quem busca ação desenfreada e progression roguelite competente, Clawpunk é um chute elétrico de energia felina e vale cada segundo.

Agradeço a Megabit Publishing pelo envio do jogo para review!









