Dragon Quest VII Reimagined – Preview

Dragon Quest VII Reimagined – Preview

Dragon Quest VII Reimagined é um dos jogos que mais espero em 2026 e felizmente, seu lançamento não está distante. Para tirar um pouco da ansiedade, resolvi baixar a demo que está disponível na PlayStation Store de forma gratuita e foi uma das melhores experiências que tive nesse início de ano. A demo deixa claro que Reimagined é muito mais que um simples remake, é uma obra que dá nova vida ao clássico. Dragon Quest VII original era um jogo lento e com longos diálogos, muitas vezes vencendo os jogadores pelo cansaço. No entanto, a demo já nos mostra que a nova versão vai ser diferente, trazendo uma proposta mais enxuta e com um ritmo muito melhor em todos os aspectos.

A demo de Dragon Quest VII Reimagined logo causa impacto pelo seu visual e direção de arte. O remake aposta em uma releitura única, transformando o mundo do jogo em algo que lembra um grande diorama. Os cenários parecem miniaturas cuidadosamente montadas, enquanto os personagens possuem modelos que remetem a bonecos. A escolha estética dá uma grande identidade visual ao projeto, indo totalmente ao lado oposto do formato HD-2D. A atmosfera aqui é aconchegante, combinando o espírito clássico da franquia, mas com um toque moderno que somente a Square Enix sabe fazer.

Essa nova abordagem visual vai além da da estética, ela também torna a exploração mais prazerosa. A ambientação detalhada e viva e a leitura de cenário são mais claras, facilitando a localização de itens ou pontos de interesse. Mesmo para quem jogou o original, pode ter a sensação de estar jogando algo novo, graças a nova perspectiva que é introduzida, sendo algo muito charmoso e convidativo.

No entanto, a demo deixa evidente outro grande destaque do remake, que é seu ritmo. Diferente do jogo original que possui uma progressão lenta, especialmente em seu começo, Reimagined trabalha de forma certeira nesse ponto, reformulando a introdução e simplificando aspectos que antes eram maçantes. Os eventos iniciais dão um excelente contexto sobre o mundo e personagens, principalmente para Keifer e nosso protagonista. Os diálogos foram encurtados, as missões estão mais diretas e menos burocráticas, fazendo com que o jogador logo possa experienciar o combate e a exploração do mundo.

Essas melhorias vão além, a demo introduz o jogador a melhorias de qualidade de vida que vimos em remakes anteriores. Agora temos um marcado de objetivos, facilitando a navegação. O sistema de batalha por turnos também sofreu melhorias, como a opção de acelerar as animações de combate, tornando os confrontos mais ágeis. No entanto, todas essas opções podem ser desabilitadas para quem quiser uma aventura mais no padrão do original.

Outro grande destaque são as dificuldades inseridas. Apesar de ter quatro dificuldades pré-definidas, agora é possível ajustar pontos específicos da aventura, como dano causado, experiência, dinheiro e proficiência adquiridas, força dos monstros e atividade (fazendo com que te ataquem ou não) e restaurar HP após cada batalha. Essas opções permitem ao jogador ter uma experiência mais adaptativa.

O sistema de vocações também retorna como um dos grandes pilares. Cada personagem pode assumir diferentes funções, evoluindo suas classes conforme vence batalhas e acumula pontos de proficiência. As vocações possuem níveis, e a cada avanço novas habilidades e magias são liberadas. Ao atingir o nível oito, a vocação é masterizada. Além disso, a demo cita existência de uma abadia dedicada às vocações, onde será possível trocar a classe seus heróis de forma livre.

No conjunto, a demo de Dragon Quest VII Reimagined transmite confiança. O jogo parece ter encontrado um equilíbrio interessante entre respeito ao material original e modernização necessária. Se o restante da aventura mantiver esse cuidado com o visual, o ritmo e as opções de personalização, este remake tem tudo ser um dos melhores RPGs do ano.

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