Lonely Mountains: Snow Riders mantém a proposta minimalista que consagrou a franquia, trocando a bicicleta pelo esqui e levando toda adrenalina para os cumes gelados, íngremes e impressionantes. Apesar da mudança de esporte, o título mantém sua essência de utilizar toda precisão e paciência para dominar os controles para descer as montanhas.
Snow Rider possui um modo solo e outro multiplayer, oferecendo um fator replay maior, principalmente para quem gosta de enfrentar outros adversários. No modo solo enfrentamos as montanhas sozinho, avançando por diferentes desafios e percursos. Cada descida possui checkpoints obrigatórios, e o objetivo vai muito além de apenas descer, é preciso encontrar rotas mais rápidas, aproveitar atalhos escondidos e formas mais eficiente de superar o terreno. Esse modo valoriza a repetição e ensina o jogador a cada queda. Sempre que caímos e retornamos ao checkpoint, devemos tentar outra abordagem e assim seguimos. Apesar da simplicidade, aprender novas rotas sempre traz recompensas e estratégias.
Já o modo multiplayer traz corridas competitivas quanto um modo cooperativo em equipe. Nas corridas, diversos jogadores descem simultaneamente a mesma pista, disputando o melhor tempo ou a chega ao final. Já no modo em equipe, precisamos colaborar e ajudar os companheiros que caem e posicionando checkpoints estratégicos. No entanto, no modo cooperativo ele sofre com a falta de coordenação entre jogadores, principalmente se a diferente de habilidades for muito grande. Esse modo gera mais frustrações do que diversão e precisa de melhorias reais para se tornar algo atrativo.
Snow Riders possui uma jogabilidade simples e sensível. É preciso controlar a inclinação do corpo do personagem, controlar a velocidade, escolher o momento certo para frear e se alinha bem aos saltos que exigem atenção. O jogo pune pequenos erros de postura ou freadas erradas, fazendo com que ocorram quedas, colisões e derrapagens que são difíceis de corrigir a rota.
A precisão torna o jogo satisfatório, fazendo com que descer uma montanha em alta velocidade seja cada vez melhor. Ao aprender a utilizar a alta velocidade e o terrenos, a liberdade para criar rotas se torna libertador, permitindo maior fluidez. Por outro lado, é preciso paciência no inicio, visto que a curva de aprendizado é íngreme para novos jogadores, sendo extremamente punitivo nas horas iniciais, dificultando o progresso inicial.
Infelizmente, o jogo apresenta diversos problemas no modo multiplayer, como travamentos e instabilidade de conexão, que prejudicam a jogabilidade e interferem diretamente na fluidez dos comandos.
Visualmente, o jogo mantém o estilo low-poly, agora aplicado a paisagens cobertas de neve, picos montanhosos, florestas congeladas e lagos de gelo. A simplicidade geométrica não tira o impacto visual; pelo contrário, ajuda a destacar o relevo do terreno e a leitura das pistas em alta velocidade. As cores frias, combinadas com iluminação suave, criam cenários belos e coerentes com a proposta solitária do jogo.
A direção de arte trabalha em conjunto com o som. O ruído dos esquis cortando a neve, o vento constante e a trilha sonora discreta reforçam a imersão. Além disso, em muitos momentos, o jogo transmite calma e concentração, quebradas apenas pelo impacto seco quando algo dá errado.
Lonely Mountains: Snow Riders vale a pena?
Lonely Mountains: Snow Riders adapta com sucesso a essência minimalista da franquia ao esqui, entregando descidas intensas, precisas e recompensadoras. O modo solo brilha pelo aprendizado constante, enquanto o multiplayer sofre tecnicamente. Visual e som imersivos compensam a curva de aprendizado punitiva para jogadores pacientes e dedicados ao desafio proposto.

Agradeço a Megagon Industries pelo envio do jogo para review!









