Rayman: 30th Anniversary Edition – Review

Rayman fez sua estreia em 1995, marcando o inicio de uma das franquias de plataformas mais amadas dentro da indústria. Trinta e um anos depois, a Ubisoft resolveu revisitar o clássico com Rayman: 30th Anniversary Edition, uma coletânea que reúne diferentes versões do jogo original, além de trazer materiais históricos sobre seu desenvolvimento. O título é uma grande celebração ao legado do personagem e oferece a novos jogadores uma forma modernizada de experimentar o jogo de 1995.

A coletânea concentra-se no primeiro jogo lançado da franquia Rayman, sendo m plataforma 2D que possui um forte direção artística e mundos bem vibrantes. Cada fase possui elementos únicos, indo de florestas coloridas até ambientes surreais, todos repletos de inimigos e obstáculos.

A jogabilidade apesar de simples possui caraterísticas que marcaram o personagem, como o lançamento de seus punhos para atacar inimigos ou o seu cabelo “helicóptero” para alcançar plataformas distantes. Apesar de soarem datados, os movimentos possuem boa fluidez no controle do personagem e durante a exploração.

No entanto, mesmo sendo sólido em sua jogabilidade, ele mantém problemas do passado. Por exemplo, a dificuldade é extremamente alta em certos pontos, especialmente após a primeira metade do jogo. Um dos aspectos que tornam o jogo extremamente injusto em certos pontos são o design das fases, que muitas vezes exigem saltos muito precisos. Além disso, alguns inimigos surgem em posições feitas para o jogador errar, seja com uma queda ou perda de energia.

A coletânea tenta revitalizar e tornar tudo mais acessível para o público moderno, adicionando algumas ferramentas de qualidade de vida. Agora é possível ativar vidas infinitas, salvar o progresso em qualquer momento ou rebobinar sua ação por alguns segundos. Esses recursos permitem que toda a dificuldade apresentada seja anulada. Embora muitos jogadores puristas prefiram a experiência original, essas opções ajudam a cortar a frustração em certos momentos.

Um dos grandes pontos fortes são diferentes versões do jogo que estão presentes na coletânea, trazendo versões para diversos consoles, portáteis e PC. Apesar disso, a grande maioria das versões são extremamente semelhantes, oferecendo poucas diferenças técnicas. Por esse motivo, a coletânea pode deixar a desejar para muitos jogadores, que na maioria das vezes irão escolher uma versão específica e ignorar as outras. A única exceção é a versão de portátil, que possui diferentes fases e uma experiência um pouco diferente.

Além dos jogos, o grande destaque é o museu digital que possui entrevistas, documentos de desenvolvimento e artes conceituais. O criador da série, Michel Ancel, aparece em depoimentos que explicam como surgiu a ideia do personagem e como o projeto evoluiu até chegar em seu lançamento em 1995.

No entanto, nem tudo é perfeito! Um dos maiores erros da coletânea é a ausência da trilha sonora original composta por Rémi Gazel. No lugar dela, a Ubisoft decidiu utilizar novas músicas produzidas por Christophe Héral, responsável por faixas em jogos posteriores da franquia. Embora as novas composições sejam excelentes, é imprescindível que a trilha sonora estivesse presente em Rayman: 30th Anniversary Edtion.

Rayman: 30th Anniversary Edition vale a pena?

Rayman: 30th Anniversary Edition é uma celebração competente, trazendo o clássico para novos públicos com melhorias modernas e conteúdo histórico valioso. Apesar disso, a repetição entre versões e a ausência da trilha original impedem que a coletânea alcance seu potencial máximo, ainda assim sendo uma experiência recomendada aos fãs e curiosos em geral.

Agradeço a Ubisoft pelo envio do jogo para review!

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