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Sand Land adapta obra de Toriyama com charme e simplicidade

Adaptações de obras menos conhecidas sempre carregam um peso diferente, especialmente quando envolvem nomes tão marcantes. Sand Land chega com essa responsabilidade, resgatando um trabalho de Akira Toriyama que passou despercebido por muitos durante anos. Com o lançamento do jogo e o interesse renovado pela obra, surge uma oportunidade de explorar esse universo sob uma nova perspectiva, uma que mistura narrativa envolvente com exploração e ação em um mundo tão hostil quanto carismático.

Uma jornada improvável em um mundo sem água

A história se passa em um deserto onde a água se tornou um recurso raro, intensificando conflitos entre humanos e demônios. No centro da narrativa está Beelzebub, o jovem príncipe dos demônios, que acaba formando uma aliança inesperada com o xerife humano Rao e o carismático Thief.

Juntos, eles partem em busca de uma fonte lendária que pode mudar o destino desse mundo. Ao longo da jornada, o grupo enfrenta ameaças constantes, mas também constrói laços que vão além das diferenças entre suas origens.

Sem exageros, a narrativa consegue abordar temas como preconceito, perda e cooperação de maneira sutil, sem perder o tom leve e divertido.

Veículos como protagonistas da exploração

Um dos grandes diferenciais de Sand Land está na forma como a exploração é conduzida. Em vez de depender apenas da movimentação tradicional, o jogo aposta fortemente em veículos, de tanques robustos a motocicletas ágeis, como peça central da experiência.

Esses veículos não servem apenas para locomoção, mas também para combate e resolução de desafios. Ferramentas como os Jump-Bots expandem ainda mais as possibilidades, permitindo alcançar áreas antes inacessíveis.

Além disso, a personalização é ampla. Ajustar e criar veículos se torna parte essencial da progressão, com destaque para Ann, personagem exclusiva do jogo que assume esse papel com grande importância.

Combate versátil, mas com desgaste ao longo do tempo

O combate mistura ação direta com o uso estratégico dos veículos. Em determinados momentos, o jogador enfrenta inimigos corpo a corpo, enquanto em outros pode utilizar todo o poder de fogo disponível nas máquinas.

Beelzebub também possui habilidades próprias, enquanto Rao e Thief atuam como suporte, adicionando variedade às batalhas. No início, essa combinação funciona muito bem, oferecendo dinamismo e liberdade.

Porém, com o passar do tempo, a repetição começa a aparecer. Inimigos deixam de representar ameaça real e o excesso de poder acumulado reduz o nível de desafio.

Exploração recompensadora, mas nem sempre equilibrada

O mundo de Sand Land incentiva a exploração constante. Recursos escondidos, caminhos alternativos e pequenos quebra-cabeças ambientais ajudam a manter o jogador engajado.

As missões secundárias também contribuem para isso, variando entre tarefas simples e desafios mais interessantes, como as caçadas, um dos destaques do conteúdo extra. Ainda assim, a repetição estrutural de algumas atividades pode cansar após muitas horas.

Uma identidade visual que dá vida ao deserto

Visualmente, Sand Land acerta em cheio ao adotar um estilo cel-shaded que remete diretamente aos traços de Akira Toriyama. O deserto, apesar de árido, ganha vida com cores vibrantes e cenários bem construídos, transmitindo tanto vastidão quanto isolamento.

Os personagens são expressivos e bem animados, reforçando suas personalidades únicas. A trilha sonora acompanha bem essa proposta, alternando entre momentos mais intensos e faixas tranquilas durante a exploração.

No conjunto, o trabalho audiovisual é coeso e ajuda a construir uma experiência imersiva, sustentando o charme do jogo mesmo quando outros elementos começam a perder força.

SAND LAND - Launch Trailer

Sand Land – Vale a pena?

Publisher: Bandai Namco
Console: PlayStation 5

Sand Land adapta com carisma a obra de Akira Toriyama, combinando narrativa leve e envolvente com exploração baseada em veículos e combate variado. Apesar do charme visual e da boa construção de mundo, a repetição em atividades e a queda de desafio impedem que o jogo sustente todo seu potencial ao longo da jornada.
Veredito Final
80%

Tales of Berseria Remastered se sustenta na força da narrativa

Tales of Berseria é um dos capítulos mais marcantes da franquia, mantendo sua relevância mesmo anos após o lançamento original. Dentro do projeto de relançamentos da Bandai Namco, o título chega em uma versão remasterizada com melhorias de qualidade de vida que modernizam parte da experiência. Ainda assim, a escolha por priorizar um jogo mais recente levanta dúvidas, já que diversos títulos mais antigos da série seguem presos em plataformas anteriores.

Mesmo com essa discussão em torno do relançamento, o fato é que Tales of Berseria continua sendo lembrado principalmente por sua narrativa forte e personagens bem construídos.

Uma história sombria que ainda se destaca na franquia

A força de Tales of Berseria está, sem dúvida, na sua narrativa. O jogo se passa em um arquipélago sob o domínio do Império Sagrado de Midgand, onde humanos, malakim e daemons coexistem em um mundo marcado por conflitos e tensões constantes.

Os daemons têm papel central na história, surgindo como resultado de uma praga que transforma pessoas em criaturas monstruosas, servindo como pano de fundo para os temas mais pesados da trama.

No centro da narrativa está Velvet Crowe, protagonista que inicia sua jornada após uma tragédia devastadora. Movida por dor, raiva e desejo de vingança contra Artorius Collbrande, ela foge completamente do arquétipo tradicional de herói.

Sua trajetória não é de redenção imediata, mas de confronto constante com seus próprios sentimentos. Isso dá ao jogo um tom mais maduro e sombrio desde o início, algo que se mantém até o final da campanha.

Personagens que constroem o peso emocional da jornada

Como em todo bom JRPG, Velvet não viaja sozinha. Ao longo da aventura, ela encontra aliados que carregam diferentes visões de mundo e motivações próprias.

Esses personagens funcionam como contrapontos diretos à protagonista, questionando suas escolhas e forçando reflexões sobre vingança, justiça e propósito. Esse contraste ajuda a desenvolver Velvet de forma gradual, sem mudanças artificiais de personalidade.

Além disso, cada membro do grupo possui sua própria história e conflitos, o que adiciona camadas extras à narrativa e fortalece a conexão entre o elenco.

Combate profundo, mas com um desequilíbrio claro

O sistema de combate mantém a base tradicional da série Tales of, mas introduz mecânicas que tornam as batalhas mais dinâmicas e flexíveis.

Em vez de ataques fixos em botões separados, o jogo utiliza um sistema de combos encadeados, permitindo criar sequências personalizadas de habilidades. Isso dá ao jogador mais liberdade na construção do estilo de luta.

O Soul Gauge é um dos sistemas centrais do combate. Ele define quantas ações podem ser executadas em sequência e é influenciado diretamente pela performance do jogador. Acertar fraquezas inimigas ou interromper ataques aumenta o gauge, enquanto tomar dano ou jogar de forma descuidada reduz seu potencial.

Outro elemento importante é o sistema Break Soul, que concede habilidades especiais únicas para cada personagem. No caso de Velvet, essa mecânica a torna extremamente ofensiva, elevando drasticamente seu poder de combate.

O problema é que esse equilíbrio se perde com o tempo. Velvet se destaca tanto que acaba ofuscando os outros membros do grupo, permitindo avançar grande parte do jogo utilizando praticamente apenas suas habilidades. Isso reduz a importância estratégica do restante do elenco e enfraquece a diversidade do sistema de combate.

Exploração e sistemas paralelos que complementam a jornada

Fora das batalhas, o jogo mantém uma estrutura de progressão baseada em exploração e sistemas de suporte.

A culinária retorna como mecânica de suporte, permitindo preparar refeições que concedem bônus temporários durante exploração e combate. É um sistema simples, mas funcional dentro da proposta do jogo.

As expedições marítimas também adicionam uma camada de progressão indireta, enviando uma tripulação para coletar recursos e tesouros automaticamente enquanto o jogador avança na história.

Além disso, a exploração inclui baús, itens colecionáveis e recompensas cosméticas, incentivando a busca por segredos espalhados pelo mapa.

Por outro lado, as dungeons acabam sendo um dos pontos mais fracos da experiência. Seu design é simples, com puzzles pouco inspirados e pouca variação, o que reduz o impacto da exploração em áreas internas.

Uma remasterização focada em qualidade de vida

A versão remasterizada traz melhorias importantes, especialmente no conforto da experiência.

Todo o conteúdo adicional já lançado foi incluído, como roupas e itens extras. O Grade Shop, que antes só era acessível após finalizar o jogo, agora pode ser utilizado desde o início, permitindo bônus adicionais logo na primeira jogatina.

Outras melhorias incluem aumento na velocidade de movimentação, coleta mais ágil de itens, novos indicadores de objetivo no mapa e a inclusão de salvamento automático. Também há opções como repetição de batalhas e viagem rápida desbloqueada mais cedo na campanha.

Visual datado, mas ainda atraente

Visualmente, Berseria ainda entrega uma apresentação datada em alguns aspectos. Texturas simples, cenários pouco detalhados e iluminação antiga deixam claro que o foco da remasterização não foi gráfico. Apesar disso, o estilo artístico continua funcionando bem, mantendo a identidade visual da franquia.

No desempenho, o jogo é estável, com combate fluido e tempos de carregamento reduzidos em relação à versão original, garantindo uma experiência mais confortável.

Tales of Berseria Remastered - Announcement Trailer

Tales of Berseria Remastered – Vale a pena?

Publisher: Bandai Namco
Console: PlayStation 5

Tales of Berseria Remastered continua sendo uma experiência sólida dentro da franquia, especialmente por sua narrativa forte, personagens marcantes e sistemas de combate interessantes. Por outro lado, o desequilíbrio mecânico em torno de Velvet e o design pouco inspirado das dungeons impedem que o jogo atinja todo o seu potencial. As melhorias de qualidade de vida ajudam bastante, mas o aspecto visual ainda entrega limitações claras.
Veredito Final
70%

Digimon Story: Time Stranger evolui a franquia com consistência

Trazer uma franquia querida de volta aos holofotes não é apenas questão de nostalgia, exige evolução real. Digimon Story: Time Stranger entende isso e se apresenta como um salto ambicioso dentro da série, refinando mecânicas, expandindo sistemas e entregando uma experiência mais completa. O resultado é um jogo que respeita suas raízes, mas finalmente parece dar um passo consistente rumo ao futuro.

Uma trama mais madura e bem construída

A história aposta em temas mais complexos, envolvendo viagens no tempo, colapso entre mundos e forças que ameaçam a própria realidade. O jogador assume o papel de um agente da organização ADAMAS, responsável por investigar anomalias temporais.

Após um evento marcante, a narrativa ganha força ao levar o protagonista ao passado, onde conhece Inori Misono, personagem central para o desenvolvimento emocional da jornada. A partir daí, a trama se expande entre o mundo real e o Digimundo, alternando investigações, conflitos e momentos mais introspectivos.

O elenco é um dos grandes acertos. Personagens como Inori e outros aliados possuem motivações claras e evoluem ao longo da história, criando conexões que mantêm o jogador engajado. Elementos clássicos da franquia aparecem com cuidado, enquanto novas ideias ajudam a dar frescor à narrativa.

Combate estratégico e mais refinado

O sistema de batalha mantém a base por turnos, mas apresenta melhorias que tornam tudo mais dinâmico e acessível. A formação da equipe permite adaptações constantes, com trocas estratégicas durante o combate.

A variedade de Digimons é um dos pilares da experiência. Cada criatura possui atributos, habilidades e funções específicas, criando um sistema que vai além do básico. As interações entre tipos continuam importantes, mas agora ganham mais profundidade com status e customizações.

O grande destaque fica para a Digivolução. O sistema é robusto e incentiva experimentação, exigindo mais do que apenas evolução por nível. A possibilidade de retroceder formas com a De-Digivolução adiciona liberdade, permitindo reconstruir estratégias e explorar novas combinações ao longo da jornada.

Sistemas que ampliam a experiência

Além do combate, o jogo oferece diversas mecânicas que reforçam a progressão. A DigiFarm funciona como um espaço de treinamento e planejamento, permitindo evoluir atributos de forma passiva e preparar futuras transformações.

Apesar de eficiente, o sistema apresenta pequenos problemas de interface, especialmente na visualização de requisitos, o que pode afetar a fluidez. Ainda assim, seu impacto na progressão é significativo, talvez até demais, já que facilita bastante o fortalecimento da equipe.

Outras adições, como o sistema de Agente e os Cross Arts, ampliam as possibilidades estratégicas, enquanto mecânicas como montarias adicionam carisma e reforçam a conexão com os Digimons.

Exploração mais aberta e recompensadora

Um dos maiores avanços está na exploração. O Digimundo finalmente ganha escala, com áreas mais abertas, caminhos alternativos e segredos espalhados pelo mapa.

As regiões são mais variadas, trazendo biomas distintos e incentivando a curiosidade do jogador. Masmorras opcionais e desafios extras aumentam a longevidade da experiência, enquanto missões secundárias ajudam a expandir o universo.

Apesar disso, a navegação ainda apresenta limitações. O uso de menus para deslocamento e a necessidade de retornar a áreas específicas para viajar entre mundos acabam quebrando o ritmo em alguns momentos.

Apresentação que eleva a imersão

Visualmente, o jogo representa uma evolução clara. Os modelos dos Digimons são mais detalhados, com animações bem trabalhadas que dão vida às batalhas e interações.

Os cenários são vibrantes e conseguem equilibrar a estética clássica com uma abordagem mais moderna. As cutscenes também merecem destaque, trazendo momentos impactantes que reforçam o tom da narrativa.

A trilha sonora acompanha esse cuidado, alternando entre composições eletrônicas e orquestrais que se encaixam bem em cada situação. A dublagem, disponível em diferentes idiomas, contribui para a imersão, assim como a localização completa em português do Brasil, um dos grandes diferenciais dessa versão.

Digimon Story Time Stranger | Story Trailer

Digimon Story: Time Stranger – Vale a pena?

Publisher: Bandai Namco
Console: PlayStation 5

Digimon Story: Time Stranger consegue avançar em praticamente todos os aspectos em relação aos títulos anteriores. A combinação de narrativa mais madura, sistemas aprofundados e maior liberdade de exploração cria uma experiência mais rica e envolvente. Mesmo com alguns problemas de ritmo e interface, o conjunto se mantém sólido e demonstra o potencial da franquia para ir ainda mais longe.
História
90%
Jogabilidade
95%
Gráficos
100%
Desempenho
95%

Digimon Story: Time Stranger consegue avançar em praticamente todos os aspectos em relação aos títulos anteriores. A combinação de narrativa mais madura, sistemas aprofundados e maior liberdade de exploração cria uma experiência mais rica e envolvente. Mesmo com alguns problemas de ritmo e interface, o conjunto se mantém sólido e demonstra o potencial da franquia para ir ainda mais longe.

Towa and the Guardians of the Sacred Tree foge do padrão com boas ideias, mas falha na execução

O gênero roguelite cresceu tanto nos últimos anos que se destacar virou um desafio por si só. Towa and the Guardians of the Sacred Tree surge justamente tentando fugir do lugar-comum, trazendo uma proposta que mistura narrativa mais presente, estética marcante e um sistema de combate em dupla pouco convencional. O resultado não é perfeito, mas mostra personalidade e ideias interessantes, algo cada vez mais raro dentro do gênero.

Uma história que caminha junto da jogabilidade

Diferente de muitos roguelites que tratam a narrativa como algo secundário, aqui ela ocupa um papel central. A jornada acompanha Towa, uma figura ligada ao divino que vive em paz até que uma entidade corrompe o mundo e força a protagonista a reunir aliados para enfrentar a ameaça.

Inspirado na mitologia xintoísta, o jogo constrói seu universo com base em símbolos, crenças e estética que reforçam essa identidade. O diferencial, porém, está na forma como a história se conecta à estrutura do jogo.

Ao longo da progressão, personagens são separados de Towa e deixam de estar disponíveis temporariamente, refletindo diretamente nas partidas. Essa ausência não é apenas mecânica, ela carrega peso emocional e reforça temas como sacrifício e perda, criando uma experiência onde narrativa e gameplay caminham juntas.

Combate em dupla com ideias interessantes

A base da jogabilidade segue o padrão do gênero, com salas sequenciais, melhorias e confrontos contra chefes. O diferencial está no uso de dois personagens simultaneamente, cada um com uma função distinta.

O Tsurugi é o foco da ação direta, utilizando espadas com diferentes tipos de ataques e habilidades. Um detalhe interessante é o sistema de durabilidade, que incentiva alternar entre armas para manter eficiência durante o combate.

Já o Kagura atua como suporte, oferecendo habilidades mágicas e auxílio indireto. Na prática, porém, essa dinâmica não funciona tão bem quanto deveria. O personagem tem poucas opções de ação, o que limita sua relevância. Mesmo no cooperativo, sua participação pode parecer pouco envolvente, criando um desequilíbrio claro entre os dois papéis.

Progressão com boas ideias e decisões questionáveis

Como esperado em um roguelite, há uma grande variedade de melhorias durante as runs, influenciando diretamente o estilo de jogo. Algumas dessas habilidades conseguem transformar o combate de maneira interessante.

No entanto, o sistema tropeça ao substituir melhorias em vez de acumulá-las. Isso reduz a sensação de crescimento ao longo das partidas, especialmente nas runs mais longas, onde o jogador espera evoluir de forma mais perceptível.

Por outro lado, o sistema de forja se destaca. Criar armas é essencial para progressão e adiciona uma camada estratégica interessante. O problema é que o minigame envolvido, apesar de criativo no início, pode se tornar repetitivo e até frustrante dependendo dos resultados.

Entre as partidas, a vila funciona como um hub central bem estruturado. Lá é possível evoluir atributos, desbloquear recursos e interagir com personagens. A quantidade de sistemas pode parecer excessiva no começo, mas aos poucos tudo se organiza e contribui para a experiência.

Direção artística encantadora e trilha marcante

Visualmente, o jogo chama atenção com seu estilo anime vibrante e personagens cheios de personalidade. Cada guardião possui um design único, muitas vezes fugindo do padrão comum do gênero. Os cenários são bonitos e bem construídos, mas acabam sofrendo com repetição estrutural após várias horas de jogo, diminuindo o impacto inicial.

A trilha sonora é um dos pontos altos. Alternando entre momentos intensos e contemplativos, ela reforça tanto o clima das batalhas quanto o peso emocional da narrativa.

No aspecto técnico, a experiência é sólida. O jogo mantém bom desempenho, sem quedas perceptíveis ou problemas que comprometam a fluidez.

Towa and the Guardians of the Sacred Tree – Launch Trailer

Towa and the Guardians of the Sacred Tree – Vale a pena?

Publisher: Bandai Namco
Console: PlayStation 5

Towa and the Guardians of the Sacred Tree é um roguelite que não tem medo de tentar algo diferente. Sua maior força está na forma como integra narrativa e jogabilidade, criando uma experiência com identidade própria. Mesmo com problemas no equilíbrio do combate em dupla e decisões discutíveis na progressão, o jogo consegue se destacar pela proposta e pelo charme. Para fãs do gênero que buscam algo fora do padrão, é uma experiência que vale a pena.
História
75%
Jogabilidade
75%
Gráficos
90%
Desempenho
80%

Little Nightmares III traz novidades sem perder a essência

A mudança de estúdio sempre levanta dúvidas, e com Little Nightmares III isso não foi diferente. Agora nas mãos da Supermassive Games, a franquia dá um passo importante ao expandir suas ideias, mas sem abandonar completamente a essência construída anteriormente. O resultado é um jogo que respeita suas raízes, ainda que não alcance o mesmo impacto emocional e sensorial dos títulos anteriores.

Uma narrativa sensível, mas menos impactante

A história mantém o estilo característico da série: minimalista, simbólica e aberta à interpretação. Desta vez, acompanhamos dois protagonistas, Low e Alone, que enfrentam juntos os horrores de um mundo distorcido.

Sem diálogos diretos, a narrativa se constrói através de cenários, animações e fragmentos espalhados pelo caminho. Mesmo com essa abordagem indireta, o jogo consegue transmitir bem seus eventos e temas.

O grande destaque está na forma como aborda questões ligadas à infância, como abandono e trauma. Esses elementos aparecem de maneira sutil, mas carregada de significado. Ainda assim, o impacto emocional demora a se estabelecer e, quando finalmente chega, já não tem o mesmo peso imediato dos jogos anteriores.

Além disso, o desfecho deixa interpretações em aberto, ampliando o universo e sugerindo possíveis continuações, mas também dando a sensação de que alguns temas poderiam ter sido mais explorados.

Jogabilidade segura, sem grandes riscos

A base da jogabilidade permanece praticamente intacta. Exploração lateral em cenários tridimensionais, puzzles ambientais, momentos de furtividade e sequências de perseguição continuam sendo o núcleo da experiência.

A principal novidade está nas habilidades distintas dos protagonistas. Low utiliza um arco para interagir à distância e lidar com ameaças, enquanto Alone usa uma ferramenta mais física para manipular o ambiente e finalizar inimigos.

A proposta funciona bem em teoria, especialmente em momentos que exigem cooperação. Porém, na prática, há um desequilíbrio claro. Low acaba sendo mais útil durante grande parte da campanha, enquanto Alone assume um papel mais secundário, o que limita o potencial dessa mecânica.

Cooperação que funciona, mas precisa de ajustes

O modo cooperativo é a grande adição desta vez. Toda a campanha pode ser jogada em dupla, seja online ou com um parceiro controlado por inteligência artificial.

A IA surpreende positivamente, conseguindo acompanhar o ritmo do jogo, ajudar nos puzzles e não atrapalhar a progressão. Isso torna a experiência solo bastante funcional.

No entanto, o modo cooperativo não é perfeito. Em algumas situações, falta clareza sobre quem deve agir primeiro, o que pode gerar confusão. Esse pequeno ruído afeta o fluxo em momentos que deveriam ser mais naturais.

Atmosfera impecável e identidade preservada

Visualmente, o jogo continua impressionante. O uso de iluminação, sombras e cores dessaturadas cria ambientes perturbadores e ao mesmo tempo fascinantes. Cada cenário carrega uma identidade forte e contribui para a narrativa silenciosa.

Em alguns momentos, a escuridão excessiva pode dificultar a leitura do ambiente, mas isso não chega a comprometer a experiência geral.

A trilha sonora segue o mesmo padrão da franquia, alternando entre silêncio e composições sutis que intensificam a tensão. Sons ambientes e murmúrios reforçam a sensação de desconforto sem quebrar a imersão.

Little Nightmares III - 'Hold My Hand' | Launch Trailer

Little Nightmares III – Vale a pena?

Publisher: Bandai Namco
Console: PlayStation 4

Little Nightmares III é uma evolução cuidadosa da franquia. Ele mantém a identidade que consagrou a série, ao mesmo tempo em que introduz novas ideias, especialmente no aspecto cooperativo. Apesar de ser menos intimista e impactante do que os anteriores, o jogo entrega uma experiência sólida, com bons momentos narrativos e uma direção artística marcante. Não reinventa a fórmula, mas amplia o universo de forma consistente, deixando claro que ainda há espaço para crescer nos próximos capítulos.
História
70%
Jogabilidade
80%
Gráficos
85%
Desempenho
85%

Code Vein II acerta no combate, mas falha na execução geral

A expectativa em torno de Code Vein II era alta, especialmente para quem criou uma conexão com o primeiro jogo. Justamente por isso, o impacto inicial pode ser de frustração. Não se trata de um título ruim, mas fica evidente a falta de polimento em áreas importantes, principalmente no desempenho. Ainda assim, sua proposta ambiciosa e a tentativa de expandir tudo que funcionou anteriormente mostram um jogo com identidade, mesmo que irregular em sua execução.

Uma narrativa ambiciosa, mas confusa

A sequência aposta em uma história mais densa, ambientada em um mundo devastado por um evento catastrófico que deu origem a criaturas conhecidas como Horrors. Nesse cenário, os Revenants assumem um papel ambíguo, divididos entre salvar o mundo e seguir seus próprios interesses.

A trama se arrisca ao trabalhar com viagens no tempo, explorando diferentes períodos e realidades alternativas. Essa estrutura amplia o escopo narrativo e traz momentos interessantes, principalmente nos encontros com figuras do passado. As escolhas do jogador também influenciam diretamente o desfecho, oferecendo múltiplos finais.

Por outro lado, a execução não acompanha totalmente essa ambição. A narrativa é fragmentada, repleta de termos próprios e mudanças constantes de contexto, o que pode confundir mais do que envolver. Ainda assim, quem se dedica a explorar diálogos opcionais e detalhes do mundo encontra uma construção rica e cheia de nuances.

Um mundo maior, mas nem sempre mais interessante

Diferente do primeiro jogo, Code Vein II adota uma estrutura mais aberta, lembrando títulos como Elden Ring. O mapa é amplo, interconectado e repleto de áreas opcionais, incentivando a exploração de forma mais livre.

Na prática, essa liberdade tem seus altos e baixos. Embora o jogo recompense o jogador com frequência, seja com novos recursos ou regiões escondidas, falta um senso mais forte de descoberta. Muitas vezes, a exploração se resume à progressão de melhorias, sem aquele impulso natural de curiosidade.

A adição de meios de locomoção mais rápidos ajuda a atravessar grandes distâncias, mas é na exploração a pé que o jogo realmente funciona melhor. Missões secundárias espalhadas pelo mundo e ligadas às diferentes linhas temporais ajudam a enriquecer a experiência, ainda que não sejam suficientes para tornar o mundo memorável.

Combate acessível e cheio de possibilidades

O combate continua sendo o grande destaque. Seguindo a base dos Soulslikes, o jogo oferece uma ampla variedade de armas e estilos, permitindo criar builds bem distintas. A flexibilidade é um dos seus maiores trunfos, incentivando experimentação constante.

Comparado a outros títulos do gênero, a experiência é mais acessível. A gestão de energia é menos restritiva, habilidades são usadas com mais frequência e o sistema de parceiros reduz a punição em combate. Isso torna o jogo convidativo para iniciantes.

Por outro lado, essa abordagem pode desagradar jogadores mais experientes, já que o desafio nem sempre acompanha a evolução do personagem. Ainda assim, confrontos contra chefes conseguem elevar a tensão e exigem atenção total.

Sistemas profundos que sustentam a progressão

Os Códigos de Sangue retornam como um dos pilares da jogabilidade, funcionando como arquétipos que definem habilidades e atributos. A liberdade de combinação permite criar estilos únicos, sem as limitações rígidas de classes tradicionais.

O sistema de companheiros também evolui, oferecendo aliados úteis durante a jornada. Eles ajudam no combate, servem como suporte e até podem reviver o jogador, criando uma margem de erro maior. Para quem prefere jogar sozinho, há alternativas que compensam essa ausência com bônus temporários.

Outro ponto que merece destaque é o criador de personagens. Extremamente robusto, ele oferece liberdade quase total para personalização, sendo facilmente um dos sistemas mais completos do jogo.

Estilo marcante com problemas técnicos

Visualmente, o jogo mantém a identidade anime que marcou o original, com personagens estilizados e efeitos chamativos. A direção artística é consistente e ajuda a reforçar sua personalidade.

No entanto, tecnicamente deixa a desejar. Texturas simples e iluminação inconsistente fazem o jogo parecer menos atual do que poderia. O maior problema, porém, está no desempenho. Quedas de framerate em áreas abertas e durante combates mais intensos afetam diretamente a fluidez.

Esses problemas, somados a pequenos travamentos, acabam prejudicando a imersão e reforçam a sensação de falta de polimento.

CODE VEIN II – Launch Trailer

Code Vein II – Vale a pena?

Publisher: Bandai Namco
Console: PlayStation 5

Code Vein II é um jogo cheio de ideias e sistemas interessantes, mas que não consegue executar tudo com o mesmo nível de qualidade. Apesar das falhas técnicas e de um mundo que poderia ser mais envolvente, o combate sólido, a variedade de builds e a acessibilidade fazem dele uma experiência válida, especialmente para quem quer entrar no gênero Soulslike sem enfrentar uma barreira tão alta.
História
75%
Jogabilidade
80%
Gráficos
70%
Desempenho
75%

Dragon Ball: Sparking! ZERO é fiel e se destaca pelo elenco

Poucas franquias alcançaram o impacto de Dragon Ball ao longo das décadas. Desde sua criação, a obra de Akira Toriyama conquistou gerações e se expandiu por diversas mídias. Dragon Ball: Sparking! ZERO surge não apenas como mais um jogo, mas como uma celebração desse legado. Sendo um título que combina nostalgia e modernidade para entregar uma experiência completa, com ambição de ser a versão definitiva para os fãs.

Uma jornada que mistura passado e presente

O modo história revisita momentos icônicos da série, passando por sagas clássicas e avançando até eventos mais recentes. Essa transição entre diferentes fases do universo funciona bem, criando uma progressão que agrada tanto veteranos quanto novos jogadores.

A possibilidade de acompanhar diferentes personagens durante a campanha é um dos grandes acertos. Em vez de seguir apenas um protagonista, o jogo oferece múltiplas perspectivas, enriquecendo a narrativa e incentivando revisitas para explorar caminhos alternativos.

O sistema de decisões também adiciona uma camada interessante, permitindo que certos eventos tomem rumos inesperados. Essas variações não apenas surpreendem, mas também ampliam o valor de replay ao apresentar cenários alternativos bem integrados ao universo da série.

Combate dinâmico e cheio de possibilidades

A jogabilidade é, sem dúvida, um dos pontos mais fortes. As batalhas acontecem em arenas amplas e tridimensionais, com liberdade total de movimentação. Voar, desviar e atacar em alta velocidade cria confrontos intensos e visualmente empolgantes.

A variedade de golpes, habilidades e transformações permite adaptar o estilo de jogo conforme o personagem escolhido. O gerenciamento de energia adiciona uma camada estratégica importante, exigindo atenção constante para equilibrar ataque e defesa.

Além disso, mecânicas como fusões, contra-ataques e uso do ambiente tornam cada luta imprevisível. Apesar disso, dominar todas essas ferramentas exige dedicação. A curva de aprendizado pode afastar iniciantes no começo, mas recompensa quem investe tempo em entender o sistema.

Conteúdo abundante e modos variados

O jogo oferece uma quantidade generosa de modos, indo além da campanha principal. Há desafios específicos, batalhas personalizadas e opções competitivas tanto offline quanto online, garantindo variedade para diferentes estilos de jogador.

O modo de treinamento merece destaque, funcionando como uma ferramenta essencial para dominar mecânicas mais avançadas. Já os torneios adicionam um elemento clássico que amplia ainda mais as possibilidades, trazendo formatos variados inspirados no anime.

A progressão é reforçada por desafios extras e um sistema de recompensas que incentiva a exploração completa do jogo. Personalizações, habilidades e conteúdos desbloqueáveis ajudam a manter o jogador engajado por mais tempo.

Um elenco gigantesco e cheio de fan service

Um dos maiores atrativos está na enorme quantidade de personagens disponíveis. O jogo reúne versões variadas de lutadores icônicos, além de incluir nomes menos explorados, ampliando a diversidade do elenco.

Essa variedade não é apenas estética, ela impacta diretamente a jogabilidade, já que cada personagem possui habilidades e estilos próprios. Os cenários também acompanham esse cuidado, recriando locais conhecidos com riqueza de detalhes e elementos destrutíveis que tornam as batalhas mais imersivas.

Apresentação que captura a essência do anime

Visualmente, o jogo acerta ao traduzir o estilo do anime para o formato interativo. O uso de técnicas que simulam a animação original resulta em personagens expressivos, movimentos fluidos e efeitos de energia impressionantes.

Os ataques especiais são verdadeiros espetáculos, com enquadramentos e efeitos que remetem diretamente às cenas mais marcantes da série. A destruição dos cenários complementa essa experiência, dando peso e impacto a cada golpe.

Apesar do alto nível técnico, nem tudo é perfeito. Em momentos mais intensos, a câmera pode se comportar de forma inconsistente, dificultando a leitura da ação e afetando a precisão durante o combate.

Dragon Ball: Sparking Zero - Official Launch Trailer

Dragon Ball: Sparking! ZERO – Vale a pena?

Publisher: Bandai Namco
Console: PlayStation 6

Dragon Ball: Sparking! ZERO se consolida como uma experiência robusta, combinando combate profundo, grande variedade de conteúdo e uma apresentação fiel ao material original.
Mesmo com pequenos problemas técnicos e uma curva de aprendizado exigente, o jogo consegue capturar a essência da franquia e entregar batalhas empolgantes. Mais do que um simples lançamento, ele funciona como uma homenagem ao legado de Dragon Ball, oferecendo uma jornada rica e duradoura para os fãs.
História
85%
Jogabilidade
95%
Gráficos
100%
Desempenho
96%

Dragon Ball Xenoverse 3 traz história original e personagens de Akira Toriyama

A Bandai Namco em parceria com a Dimps anunciaram oficialmente Dragon Ball Xenoverse 3. O título que havia sido apresentado como “Project AGE 1000” será lançado em 2027 para PlayStation 5.

DRAGON BALL XENOVERSE 3 - Announcement Trailer

Dragon Ball Xenoverse 3 promete ser uma experiência tão densa quanto o jogo anterior, onde você decidirá o herói que quer ser no universo da franquia. Akira Toriyama trabalhou no projeto antes de falecer, criando personagens originais e únicos para um universo futuro da franquia. Em AGE 1000, será possível explorar diversas localidade, encontrar personagens e descobrir novas histórias.

O trailer foca em nos dar uma breve introdução ao novo universo e a Cidade do Oeste. Aqui, o vídeo nos apresenta ao Esquadrão Saiyaman e diversos novos personagens, incluindo até uma mulher parecida com a Bulma. No entanto, o jogo irá muito além disso, onde lutaremos ao lado de diversos aliados e eventos maiores vão se desenrolar.

Super Limit-Breaking NEO é a primeira grande DLC de Dragon Ball: Sparking! ZERO

A Bandai Namco em parceria com a Spike Chunsoft anunciaram a primeira grande expansão de Dragon Ball: Sparking! ZERO. Intitulada de Super Limit-Breaking NEO, a expansão adicionará 30 novos personagens, novas opções de personalização, novos cenários e um novo modo single-player. O lançamento acontecerá no inverno para PlayStation 5, enquanto uma atualização gratuita adicionará um novo sistema de batalha.

O título que já possui mais de 180 personagens em seu elenco, receberá nomes marcantes da franquia como: Super 17, Bardock (Super Saiyajin), Vegeta (GT), Trunks (GT), Nuova Shenron (GT), Uub, Rei Vegeta e diversos outros personagens. Além disso, mais de 20 opções de personalização estarão inclusas para os personagens, incluindo novos trajes e habilidades.

DRAGON BALL: Sparking! ZERO Super Limit Breaking NEO - Announcement Trailer

Quatro novos cenários vão expandir o campo de batalha, incluindo o Palácio de Kami, um local de treinamento e a Estratosfera do Planeta Vegeta, local onde Bardock enfrentou a tropa de Freeza.

Por fim, o maior destaque fica por conta do modo single-player chamado “Limit Breaker Journey”. Essa experiência inédita permitirá aos jogadores aprofunda a conexão com seu personagem favorito. Com diversos cenários, caminhos ramificado, batalhas e eventos, o jogador será recompensado de forma única pelo seu progresso.