Expandir uma franquia conhecida para um gênero completamente diferente exige coragem e a Capcom mostrou isso com Monster Hunter Stories 2: Wings of Ruin. Ao abandonar a ação tradicional da série principal e apostar em um RPG por turnos mais acessível, o jogo não só respeita suas origens, como também cria uma identidade própria. O resultado é uma experiência mais leve, mas surpreendentemente profunda.

Uma jornada movida por laços e legado
A história se passa na Ilha Hakolo, onde eventos misteriosos começam a afetar o comportamento dos monstros. No centro dessa narrativa está o protagonista, neto do lendário Red, que parte em uma jornada ao lado de Ena e do carismático Navirou.
O desaparecimento do Guardião Ratha serve como ponto de partida para uma aventura que vai além do simples conflito. A trama explora temas como herança, confiança e conexão, criando um vínculo emocional forte, especialmente com os Monsties que acompanham o jogador.
Ao longo da aventura, novos aliados se juntam ao grupo, como Alwin, Avinia e Kayna. Diferente do primeiro jogo, esses companheiros participam ativamente das batalhas, trazendo habilidades únicas que influenciam diretamente o combate.

Combate estratégico e acessível
O sistema de batalha segue o modelo por turnos, mas com um diferencial: a mecânica baseada em “pedra-papel-tesoura”. Escolher o tipo certo de ataque é essencial para vencer, tornando cada confronto uma mistura de estratégia e leitura de padrões.
Além disso, o jogo equilibra bem acessibilidade e profundidade, permitindo que novos jogadores entendam rapidamente o sistema, enquanto ainda oferece desafios interessantes para quem busca mais complexidade.

Muito mais do que capturar monstros
Como um verdadeiro Montador, o jogador explora o mundo em busca de ninhos, coleta ovos e cria seus próprios Monsties. A variedade é um dos grandes destaques, incluindo criaturas icônicas da franquia, como Kushala Daora, Teostra e Nergigante.
O sistema de Genes adiciona ainda mais profundidade, permitindo personalizar habilidades e adaptar monstros para diferentes situações. Essa liberdade incentiva experimentação e dá ao jogador controle total sobre sua equipe.

Um mundo rico e cheio de atividades
O jogo apresenta diversas regiões, cada uma com biomas distintos e repletos de vida. Explorar esses ambientes vai além da narrativa principal, com uma grande quantidade de missões secundárias, coleta de recursos e desafios adicionais.
O conteúdo pós-jogo também se destaca, oferecendo ainda mais atividades e prolongando a experiência de forma significativa.
No entanto, as dungeons podem se tornar repetitivas com o tempo, e o ritmo da progressão na parte final exige dedicação extra para evoluir o nível dos personagens.

Visual vibrante e identidade própria
Diferente da série principal, Monster Hunter Stories 2 aposta em um estilo mais colorido e estilizado. Os cenários são vivos e convidativos, enquanto as animações dos monstros durante o combate reforçam a personalidade de cada criatura.
A trilha sonora acompanha bem essa proposta, alternando entre momentos de exploração e batalhas intensas, criando uma ambientação consistente.
No quesito desempenho, o jogo não deixa a desejar em nada, algo padrão da Capcom. Durante as mais de 100 horas, não tive qualquer problema com crashes, quedas de desempenho ou problemas que impedissem o meu avanço.
Monster Hunter Stories 2: Wings of Ruin – Vale a pena?





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