Nioh 3 é a melhor obra da Team Ninja até aqui

A Team Ninja poderia apenas continuar na fórmula que já dominava e seguir adiante, no entanto, com Nioh 3 ela vai muito além. Em vez de apenas polir o que já funcionava, o estúdio traz mudanças estruturais importantes, expandindo a experiência sem abrir mão da identidade que definiu a franquia até aquiu.

O resultado? O melhor jogo do estúdio até aqui, mantendo sua base técnica e desafiadora, mas oferecendo mais liberdade ao jogador, seja no mapa ou experimentação de sistemas.

Um Japão histórico mergulhado no sobrenatural

A história se passa no início do século XVII, em um Japão que passa por problemas políticas e uma crescente força sobrenatural. No papel de Tokugawa Takechiyo, o jogador se envolve em um grande conflito com seu próprio irmão, responsável por utilizar o poder dos yokais para corromper o mundo ao seu redor.

A narrativa se apoia em eventos e figuras históricas com elementos fantasiosos, mas que mantém a estrutura consistente da história. O cenário reforça tanto o contexto político quanto o tom sombrio da jornada. Essa combinação ajuda a dar mais peso aos acontecimentos, especialmente ao encontrar grandes figurões reais que fizeram parte de grandes momentos históricos.

Ainda assim, a história funciona como um grande pilar para a jogabilidade. Ela é bem construída e possui bons momentos, mas claramente não é o foco principal. E isso é ótimo!

Combate que evolui sem perder identidade

Nioh 3 evolui em diversos aspectos de sua jogabilidade, sendo o principal delas a introdução de dois estilos: Samurai e Ninja. Essa divisão não é apenas estética, mas impacta diretamente a forma como o jogador pode abordar cada confronto.

O estilo Samurai mantém a estrutura clássica da série, com três posturas e foco em força, defesa e controle. Já o estilo Ninja é focado na velocidade, mobilidade e ataques rápidos, permitindo abordagens mais agressivas ou furtivas.

É possível alternar entre esses estilo a qualquer momento, adicionando uma bela camada estratégica ao jogo. Em muitos casos, especialmente contra chefes, entender quando mudar de estilo é essencial para vencer o combate.

Essa flexibilidade torna o combate mais dinâmico, mas também exige atenção. Cada estilo possui habilidades e equipamentos próprios, aumentando a complexidade de gerenciar seus inventário.

Sistema técnico que continua exigente

Mesmo repleto de novidades, o jogo não esquece os pilares que consagraram a franquia. O gerenciamento de ki segue sendo um dos sistemas primordiais da jogabilidade, assim como o pulso de ki.

Essa mecânica continua exigindo atenção constante ao tempo das ações, incentivando decisões mais calculadas. Avançar sem planejamento pode ser punitivo, enquanto execuções bem feitas recompensam o jogador com um controle maior do combate.

Essa consistência garante que, apesar das mudanças, a essência técnica da série continue presente e relevante, agradando principalmente os jogadores veteranos que estão habituados ao sistema.

Exploração mais aberta e conectada

A estrutura do jogo passou por uma grande transformação ao abandonar o modelo de missões isoladas, tornando o jogo ainda mais dinâmico e envolvente. Em seu lugar, agora temos grandes áreas interconectadas que dão uma maior sensação de escala e continuidade.

Os novos ambientes são ricos em conteúdo e não deixam o jogador cair no tédio, existem inimigos, caminhos secretos, Kodamas, missões secundárias e diversos segredos a serem explorados. Não são mapas que possuem grande poluição visual, mas também não deixam a sensação de vazio.

Além disso, existem diversas áreas corrompidas espalhadas pelo mapa, podendo ser purificadas e alterando o estado do mundo ao redor. Já os santuários funcionam como pontos de apoio e viagem rápida, tornando a progressão menos cansativa.

Essa nova abordagem é um dos maiores acertos da franquia, permitindo que o jogador escolha melhor como avançar, seja enfrentando desafios extras, explorando ou apenas indo para as missões principais.

Progressão ampla e cheia de possibilidades

A progressão evoluiu de forma consistente, mas mantém aquela grande variedade de armas e estilos de jogo. Cada tipo de arma é única e oferece ao jogador diferentes abordagens para o combate, incentivando a experimentação e mudança constante.

As árvores de habilidades individuais deixam a personalização ainda melhor, permitindo construir estilo únicos. Além disso, é possível redistribuir os pontos de habilidade, então caso não goste da build criada, está tudo bem.

O sistema de loot continua sendo um elemento central, trazendo equipamentos variados, bônus e sinergias que tem o poder de transforma o seu desempenho nos combates. Constantemente é preciso ajustar seus equipamentos, fazendo uma grande diferença no seu dano, defesa e até mesmo velocidade de esquiva.

Sistemas que aumentam a complexidade estratégica

Os Espíritos Guardiões não poderiam ficar de fora e agora trazem ainda mais funções e novas habilidades para complementar a jogabilidade. As transformações continuam presentes, mas agora são integradas a novas mecânicas.

Os Núcleos da Alma também evoluem, deixando de ser apenas uma ferramenta secundária para assumir um papel mais ativo, com habilidades e invocações que ampliam as possibilidades em combate.

Essa interconexão entre sistemas cria um jogo mais profundo, mas também mais exigente. Mesmo com melhorias na apresentação das mecânicas, a quantidade de informações pode ser desafiadora para novos jogadores.

Cooperativo mais integrado à experiência

O modo cooperativo ganha mais destaque, permitindo que até três jogadores explorem juntos as áreas do jogo. Essa integração torna a progressão compartilhada mais natural e amplia as possibilidades de abordagem durante combates e exploração.

Além disso, a presença de NPCs invocáveis continua sendo uma alternativa válida para quem prefere jogar sozinho, oferecendo suporte em momentos mais difíceis.

Essa flexibilidade ajuda a tornar a experiência mais acessível sem comprometer o desafio característico da série.

Evolução visual com ressalvas pontuais

Visualmente, o jogo apresenta melhorias perceptíveis, com ambientes mais variados, iluminação mais equilibrada e maior diversidade de cenários. A mudança em relação aos títulos anteriores é clara, especialmente na forma como os biomas são construídos.

Os chefes continuam sendo um dos pontos altos, com designs marcantes e animações bem trabalhadas. O criador de personagem também mantém um alto nível de personalização.

Por outro lado, o reaproveitamento de alguns inimigos e estruturas ainda é perceptível. Não chega a prejudicar a experiência, mas reduz o impacto de novidade em certos momentos.

Desempenho consistente e confiável

No PlayStation 5, o desempenho é estável e confiável. O jogo mantém boa fluidez mesmo durante combates intensos, com tempos de carregamento rápidos e poucos problemas técnicos.

Essa consistência é fundamental em um jogo onde precisão e resposta rápida fazem toda a diferença. A estabilidade garante que o foco permaneça na execução e na estratégia.

Nioh 3 – Launch Trailer

Nioh 3 – Vale a pena?

Publisher: Koei Tecmo
Console: PlayStation 5

Nioh 3 entrega evolução sólida ao expandir exploração e aprofundar combate, mantendo identidade técnica. Dois estilos ampliam estratégia, enquanto sistemas interligados aumentam complexidade. Narrativa competente apoia experiência, não domina. Com bom desempenho e coop integrado, é o jogo mais completo do estúdio.
História
80%
Jogabilidade
100%
Gráficos
80%
Desempenho
100%

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