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Marvel’s Spider-Man 2 amplia tudo que já funcionava

Depois do impacto do primeiro Marvel’s Spider-Man e da expansão focada em Miles Morales, a Insomniac Games retorna com uma sequência que não busca reinventar a fórmula, mas sim expandi-la em escala, ritmo e densidade narrativa. Spider-Man 2 aposta na convivência de dois protagonistas em uma única estrutura de mundo aberto, criando uma experiência mais dinâmica e emocionalmente carregada.

Uma narrativa dividida, mas emocionalmente conectada

A história começa com uma sensação de continuidade direta dos eventos anteriores, mas rapidamente introduz novos conflitos que elevam o nível da ameaça. O retorno de personagens centrais vem acompanhado de um novo eixo narrativo envolvendo Harry Osborn, cuja condição serve como gatilho para uma sequência de eventos que fogem do controle.

No centro disso tudo, Peter Parker e Miles Morales compartilham o protagonismo, mas não dividem a mesma jornada emocional. Cada um lida com pressões diferentes: Peter enfrenta mudanças internas profundas com a presença do simbionte, enquanto Miles tenta consolidar sua identidade como herói em meio às responsabilidades crescentes.

O equilíbrio entre os dois arcos é o que sustenta a narrativa, alternando entre momentos mais íntimos e situações de escala maior sem perder coesão.

Dois estilos de jogo em uma mesma base

A estrutura de gameplay mantém o núcleo estabelecido nos jogos anteriores, mas introduz variações importantes entre os protagonistas.

Peter ganha um estilo mais agressivo, impulsionado por habilidades derivadas do simbionte e tecnologias adicionais que ampliam seu potencial ofensivo. Já Miles continua com um perfil mais ágil e estratégico, utilizando habilidades elétricas e invisibilidade para controlar o ritmo dos combates.

Essa diferenciação não muda completamente a base do sistema, mas adiciona camadas suficientes para que a alternância entre personagens não pareça apenas estética.

A progressão por habilidades reforça essa separação, permitindo que cada herói evolua de forma independente, ao mesmo tempo em que compartilham parte do sistema geral de upgrades.

Travessia como principal forma de expressão

A movimentação continua sendo um dos pilares da experiência. O balanço entre prédios já era satisfatório nos jogos anteriores, mas aqui ele ganha novas ferramentas que ampliam a sensação de liberdade.

A introdução das Web Wings transforma a forma como o jogador atravessa a cidade, permitindo transições mais suaves entre voo e deslocamento tradicional. O resultado é um fluxo de movimento mais contínuo, que reduz interrupções e torna a exploração mais orgânica.

Combate mais variado, mas ainda familiar

O sistema de combate mantém sua base de ataques rápidos, esquivas e gadgets, mas agora conta com maior diversidade de habilidades e interações.

Os inimigos também evoluem em complexidade, exigindo maior atenção a padrões e combinações de ataques. A variedade de ameaças ajuda a manter o ritmo das batalhas mais consistente ao longo da campanha.

Ainda assim, a estrutura geral permanece reconhecível, o que reforça a ideia de continuidade em vez de ruptura.

Personalização e identidade visual

Os trajes continuam sendo um dos elementos mais marcantes da série. Além da variedade estética, muitos deles carregam referências diretas às diferentes fases do personagem nos quadrinhos e outras mídias.

A personalização não é apenas cosmética, ela reforça a conexão do jogador com a identidade dos heróis, permitindo variações visuais que ajudam a manter a experiência sempre renovada.

Nova York expandida e mais viva

A ambientação é um dos maiores avanços em relação aos títulos anteriores. A cidade agora se estende além de Manhattan, incluindo regiões como Queens e Brooklyn, cada uma com características próprias.

Essa expansão não serve apenas para aumentar o mapa, mas para dar mais diversidade visual e estrutural à exploração. Os bairros possuem identidades distintas, o que ajuda a quebrar a repetição típica de mundos abertos urbanos.

O nível de detalhe é elevado, com iluminação dinâmica, clima variável e NPCs mais reativos ao ambiente, contribuindo para uma sensação constante de movimento.

No aspecto técnico, o jogo se destaca pela fluidez. O carregamento praticamente inexistente e a estabilidade geral reforçam a proposta de continuidade entre ação e exploração. O uso do controle DualSense adiciona uma camada extra de imersão, traduzindo impactos, tensões e movimentos em respostas táteis que complementam a experiência sem chamar atenção de forma excessiva.

Marvel's Spider-Man 2 - PlayStation Showcase 2021: Reveal Trailer | PS5

Marvel’s Spider-Man 2 – Vale a pena?

Publisher: Sony Interactive Entertainment
Console: PlayStation 5

Marvel’s Spider-Man 2 não tenta reinventar a fórmula que consolidou a série, mas sim ampliá-la em todas as direções possíveis. O jogo aposta em escala, continuidade narrativa e refinamento mecânico para entregar uma experiência mais completa e consistente. Com dois protagonistas bem desenvolvidos, uma cidade mais viva e um sistema de combate e movimentação ainda mais fluido, o resultado é uma sequência que reforça o que já funcionava, ao mesmo tempo em que adiciona novas camadas de profundidade.
Veredito Final
90%
90%

Death Stranding 2: On the Beach amplia tudo com mais ritmo e opções

Death Stranding 2: On the Beach não tenta apenas continuar a história de Sam Porter Bridges. Ele expande o conceito inteiro do que significa atravessar um mundo quebrado, agora com mais ferramentas, mais conexões e uma camada emocional ainda mais evidente. Kojima Productions retorna com uma sequência que refina sistemas, acelera o ritmo narrativo e amplia o escopo sem perder o caráter introspectivo da série.

Sam, Lou e um novo tipo de isolamento

A história começa em um tom mais íntimo do que o esperado. Sam vive em isolamento ao lado de Lou, até que Fragile retorna com uma nova proposta: reconectar regiões do México e da Austrália à rede quiral através da organização Drawbridge.

A premissa rapidamente se transforma em algo maior, envolvendo novas figuras como Rainy, que manipula o tempo, e Tomorrow, envolta em mistério e ambiguidade. O mundo cresce em escala, mas também em complexidade temática.

A narrativa está mais fluida do que no primeiro jogo. Há menos pausas longas e mais progressão constante, com cenas cinematográficas mais dinâmicas e diálogos mais diretos. Ainda assim, o jogo continua exigindo atenção total do jogador para acompanhar conceitos, siglas e ideias filosóficas que surgem o tempo todo.

Em alguns momentos, essa densidade cria distância emocional, já que certos personagens acabam mais explicando o mundo do que vivendo nele.

Caminhar continua sendo a essência, mas agora há mais escolhas

No núcleo da experiência, Death Stranding 2 ainda é um jogo sobre atravessar o impossível. Transportar cargas por terrenos hostis continua sendo o centro da jogabilidade, mas agora com um leque muito maior de possibilidades. Ferramentas como trenós, drones, plataformas flutuantes e veículos adaptados transformam cada missão em um problema de planejamento e criatividade.

A travessia continua sendo o ponto mais forte do jogo. O ambiente reage, muda e interfere constantemente na jornada. Tempestades, enchentes, incêndios e deslizamentos fazem com que nenhuma rota seja realmente estável.

Esse dinamismo ajuda a manter o ritmo, mas o loop básico ainda aparece com frequência. Aceitar missão, atravessar o mapa, entregar carga, repetir. A variedade de ferramentas melhora a experiência, mas não elimina totalmente a sensação de repetição em algumas tarefas secundárias.

DEATH STRANDING 2: ON THE BEACH_20250604172110

Um mundo conectado mesmo na ausência de outros jogadores

O sistema assíncrono segue sendo uma das ideias mais elegantes da série. Estruturas construídas por outros jogadores aparecem de forma orgânica no seu mundo, criando uma rede invisível de colaboração. Pontes, escadas, torres e agora monotrilhos reforçam essa sensação de comunidade silenciosa.

Mesmo sem interação direta, existe a percepção constante de que alguém passou por ali antes e deixou algo para facilitar o caminho.

Ainda assim, a repetição de certas estruturas pode reduzir o impacto da novidade para quem jogou o primeiro título, já que muitas ideias retornam com poucas variações estruturais.

Combate mais presente, mas ainda não totalmente central

O combate ganhou mais espaço na sequência. Sam enfrenta com mais frequência grupos armados, criaturas BT e ameaças mecânicas, com um arsenal mais variado e opções táticas mais amplas. Há espaço tanto para furtividade quanto para confrontos diretos, dependendo da abordagem do jogador.

Os chefes continuam sendo os momentos mais cinematográficos, com escala impressionante e direção visual marcante. Higgs retorna como uma presença intensa e teatral, reforçando o lado mais performático da narrativa.

Apesar disso, o desafio geral continua baixo. Mesmo nos confrontos mais intensos, a sensação de risco raramente é constante. O combate é visualmente forte, mas nem sempre mecanicamente exigente.

Exploração, eventos dinâmicos e um mundo que reage

A exploração segue como um dos pilares mais consistentes do jogo. Percorrer o mundo é uma experiência que mistura planejamento e improviso, especialmente com a presença de eventos dinâmicos como enchentes, avalanches e mudanças climáticas repentinas.

Esses elementos ajudam a manter o mapa vivo e imprevisível, evitando que a jornada se torne puramente repetitiva.

As missões secundárias, por outro lado, ainda seguem padrões muito semelhantes entre si. Apesar de expandirem o mundo e oferecerem recompensas úteis, poucas realmente fogem do formato de entrega e coleta.

Um espetáculo técnico e artístico

Visualmente, Death Stranding 2 é um dos jogos mais impressionantes da geração. A Decima Engine atinge um nível de fidelidade impressionante, com paisagens que variam entre desertos, florestas densas e montanhas nevadas, todas carregadas de atmosfera e identidade.

A direção de arte continua sendo um dos maiores destaques da franquia, equilibrando realismo com simbolismo de forma consistente.

O elenco também entrega performances fortes. Norman Reedus e Léa Seydoux mantêm a base emocional da narrativa, enquanto Troy Baker se destaca com uma interpretação intensa e estilizada. Novos nomes, como Elle Fanning e George Miller, adicionam camadas interessantes ao universo.

Som, silêncio e emoção

A trilha sonora continua sendo um dos elementos mais importantes da experiência. Artistas como WOODKID e Low Roar retornam com faixas que surgem de forma precisa, muitas vezes transformando completamente o impacto emocional de determinadas sequências.

O uso do silêncio também é significativo. Em muitos momentos, é ele que define o tom da jornada, reforçando a solidão e o peso da travessia.

Death Stranding 2: On the Beach - Final Trailer | PS5 Games

Poker Night at the Inventory Remaster – Vale a pena?

Publisher: Sony Interactive Entertainment
Console: PlayStation 5

Death Stranding 2: On the Beach expande tudo do primeiro: mais história, mais ferramentas e um mundo ainda mais vivo. Caminhar continua sendo o foco, mas com mais opções e eventos dinâmicos. O ritmo tá melhor, o visual absurdo, só que ainda rola repetição e combate fácil demais em vários momentos.
Veredito Final
85%
85%

Stellar Blade combina estilo e combate bem executado

Stellar Blade marca a estreia da Shift Up nos consoles com uma confiança rara. O jogo chega ao PlayStation 5 com uma proposta clara: unir ação estilosa, combate técnico e uma ambientação pós apocalíptica inspirada em grandes nomes do gênero, como Nier: Automata e hack and slash como Devil May Cry 5 e Bayonetta.

Uma Terra em ruínas e uma missão cheia de incertezas

A história acompanha EVE, uma soldada de elite enviada à Terra para enfrentar os Naytiba, criaturas que praticamente extinguiram a humanidade. Ao lado de aliados como Adam e Lily, ela percorre um planeta devastado em busca de respostas sobre o passado da civilização e o verdadeiro papel da misteriosa entidade Mother Sphere.

A narrativa aposta em um tom mais contido e fragmentado, revelando sua história aos poucos através de diálogos, registros e exploração ambiental, além de algumas reviravoltas que funcionam melhor sem spoilers. Não é uma trama que se impõe pelo impacto imediato, mas sim pela construção gradual de mistério.

Mesmo assim, os personagens secundários não recebem o mesmo nível de profundidade que a protagonista, servindo mais como suporte funcional. O foco permanece claramente na jornada de EVE.

Combate como linguagem principal do jogo

Se existe um elemento que define Stellar Blade, é o combate. O sistema é rápido, responsivo e exige atenção constante. Não se trata apenas de atacar, mas de entender ritmo, leitura de inimigos e execução precisa. Parry e esquiva são fundamentais e funcionam como base de toda a estrutura de combate.

EVE pode alternar entre ataques corpo a corpo, habilidades especiais (como as Beta e Burst Skills) e ataques à distância. Essas habilidades dependem de um medidor que é carregado com execução precisa, criando um ciclo de risco e recompensa. Há também árvores de habilidades que expandem o repertório da personagem, permitindo personalização de estilo.

O jogo deixa claro desde cedo: não é um button masher. Em dificuldades acima do modo história, o desafio pode ser punitivo, com chefes exigindo domínio real das mecânicas. Checkpoints bem distribuídos e itens de cura ajudam a equilibrar a experiência, mas erros são frequentemente punidos.

Exploração, ritmo e pequenos desequilíbrios

Entre um combate e outro, o jogo insere momentos de exploração, plataformas e quebra cabeças leves, além do uso de uma espécie de “visão” que revela elementos ocultos do cenário. Essa alternância ajuda a quebrar o ritmo intenso das batalhas, mas nem sempre é perfeita. Algumas seções de plataforma podem parecer menos refinadas.

As missões secundárias expandem o mundo e oferecem recompensas úteis, enquanto sistemas como crafting e upgrades são acessados em acampamentos, que também funcionam como pontos de salvamento. Outro destaque são os diferentes nano suits, que além do visual, influenciam atributos — incluindo opções que aumentam drasticamente o desafio ao remover proteções.

Um dos visuais mais fortes da geração

Visualmente, Stellar Blade é um dos jogos mais impressionantes do PlayStation 5. A direção de arte aposta em um contraste constante entre o orgânico e o tecnológico. Cidades em ruínas cobertas por vegetação, desertos devastados e estruturas industriais abandonadas criam uma sensação constante de decadência e beleza.

O design de EVE é um dos pontos mais marcantes, com uma estética futurista detalhada e diversas variações visuais ao longo do jogo. Os inimigos e chefes também se destacam pela criatividade e escala.

A trilha sonora aposta em um tom atmosférico com momentos mais intensos durante combates, funcionando bem como suporte emocional. Os efeitos sonoros ajudam a dar vida ao mundo, enquanto o uso do áudio 3D amplia a imersão, especialmente com fones de ouvido.

Desempenho e sensação de nova geração

No aspecto técnico, Stellar Blade entrega uma experiência sólida no PlayStation 5. O jogo oferece modos de desempenho e qualidade, permitindo priorizar taxa de quadros mais alta ou maior fidelidade visual. No modo desempenho, a fluidez é consistente e favorece o combate preciso, que depende de timing.

Os tempos de carregamento são praticamente inexistentes, e o uso do controle DualSense adiciona feedback tátil nas ações, reforçando impactos e habilidades. No geral, o jogo se mantém estável mesmo em momentos mais caóticos, sustentando a sensação de um título realmente pensado para a geração atual.

Stellar Blade - Launch Trailer | PS5 Games

Poker Night at the Inventory Remaster – Vale a pena?

Publisher: Sony Interactive Entertainment
Console: PlayStation 5

Stellar Blade é uma estreia forte da Shift Up nos consoles, sustentada principalmente por seu combate preciso, visual impressionante e direção de arte bem definida. Apesar de alguns deslizes na exploração e de uma narrativa que poderia aprofundar melhor seus personagens secundários, o jogo se mantém consistente como uma experiência de ação estilosa e bem executada.
Veredito Final
90%
90%

Astro Bot celebra a história do PlayStation com estilo

Transformar uma simples demonstração técnica em uma das experiências mais marcantes de uma plataforma é algo raro. Astro Bot nasce justamente dessa evolução: o que começou com Astro’s Playroom como vitrine do PlayStation 5 se expande aqui em um jogo completo, ambicioso e carregado de identidade. Mais do que uma sequência, trata-se de um projeto que busca consolidar Astro como símbolo moderno da marca Sony.

Uma aventura simples que abre espaço para o espetáculo

A premissa é direta, mas eficiente. Durante uma celebração a bordo de uma nave em formato de PS5, Astro e seus companheiros são surpreendidos por um inimigo que destrói a estrutura e espalha a tripulação por diversos planetas.

A partir daí, a jornada se constrói com base na exploração desses mundos, no resgate dos robôs perdidos e na reconstrução da nave. É uma narrativa leve, com foco maior na experiência do que em complexidade dramática.

Esse minimalismo funciona bem porque permite que o jogo priorize ritmo, criatividade e momentos marcantes. Pequenos toques de humor como as interações com os bots resgatados ajudam a manter o tom descontraído do início ao fim.

Plataforma 3D com identidade própria

A base da jogabilidade segue os fundamentos clássicos dos jogos de plataforma 3D, mas com refinamentos que tornam cada ação extremamente precisa.

Astro é ágil, responsivo e versátil. Saltos, ataques e movimentação aérea se conectam de forma fluida, criando uma sensação constante de controle. O combate é simples, mas cumpre seu papel ao complementar a exploração sem quebrar o ritmo.

Os power-ups são um dos principais responsáveis pela variedade. Cada habilidade introduz novas formas de interagir com o cenário, desde ataques à distância até mecânicas específicas usadas em fases temáticas.

O DualSense como peça central da experiência

O grande diferencial está na forma como o jogo utiliza o DualSense. Aqui, o controle não é apenas um meio de interação, mas parte ativa do design.

O feedback tátil transmite sensações distintas para cada superfície, enquanto os gatilhos adaptáveis simulam resistência em ações específicas. Pequenos detalhes, como sons vindos do alto-falante do controle, reforçam ainda mais a imersão.

Essa integração não parece forçada, pelo contrário, ela se encaixa naturalmente na proposta e eleva a experiência como um todo.

Um tributo constante ao universo PlayStation

Um dos aspectos mais marcantes de Astro Bot é sua relação com a história da PlayStation. Ao longo da campanha, o jogador encontra versões robóticas de personagens icônicos. Referências a God of War, Metal Gear Solid, The Last of Us e Ghost of Tsushima aparecem de forma criativa, muitas vezes recriando cenas clássicas com um toque leve e bem-humorado.

Além disso, elementos históricos da marca também estão presentes. Consoles antigos, acessórios e objetos icônicos surgem como parte do cenário ou como itens colecionáveis, reforçando o caráter celebrativo do jogo.

O hub central amplia essa ideia com sistemas como máquinas de coleção, que desbloqueiam miniaturas e curiosidades, criando uma conexão direta com a memória afetiva dos jogadores.

Level design criativo e sempre surpreendente

Cada mundo apresenta uma proposta distinta, tanto visual quanto mecânica. Ambientes variam entre cenários tecnológicos, áreas naturais e espaços que exploram conceitos mais abstratos. Essa diversidade mantém a sensação de descoberta constante.

As fases são construídas com atenção ao ritmo, alternando momentos de exploração, desafios de precisão e sequências mais intensas. Chefes e desafios opcionais complementam essa estrutura, oferecendo testes adicionais para quem busca maior domínio.

Ainda que o jogo mantenha um nível de dificuldade acessível na maior parte do tempo, alguns desafios extras exigem mais precisão, funcionando como conteúdo adicional para jogadores mais experientes.

Direção artística vibrante e tecnicamente refinada

Visualmente, o jogo aposta em um estilo cartunesco altamente detalhado. As animações são fluidas, e Astro se destaca pela expressividade e carisma em cada movimento.

O uso de tecnologias como ray tracing adiciona profundidade aos cenários, especialmente em áreas com superfícies reflexivas e iluminação dinâmica. Cada ambiente possui identidade própria, com paletas de cores bem definidas.

O desempenho acompanha essa qualidade visual. A experiência se mantém estável, com alta taxa de quadros e transições rápidas entre áreas graças ao SSD do console.

Som e imersão que completam a experiência

A trilha sonora reforça o tom leve e aventureiro, adaptando-se ao estilo de cada fase. Em momentos mais intensos, ela acompanha a ação sem se sobrepor ao gameplay.

Os efeitos sonoros são precisos e ajudam a transmitir impacto e feedback das ações. O áudio 3D amplia a sensação de espaço, tornando o ambiente mais envolvente.

Quando combinado com os recursos do DualSense, o resultado é uma experiência sensorial completa, onde som e tato trabalham juntos para aumentar a imersão.

Astro Bot - Launch Trailer | PS5 Games

Astro Bot – Vale a pena?

Publisher: PlayStation Studios
Console: PlayStation 5

Astro Bot é puro carisma: plataforma 3D super polido, fases criativas e uso incrível do DualSense que faz diferença de verdade. Com visual lindo e várias referências à história da PlayStation, é leve, divertido e cheio de momentos memoráveis do começo ao fim

Veredito Final
100%
100%

Rise of the Ronin aposta alto, mas não alcança todo o potencial

Reinventar uma fórmula já consolidada nunca é simples, especialmente quando se trata de um estúdio com identidade tão forte. Rise of the Ronin representa justamente esse momento de transição para a Team Ninja, que deixa de lado parte de sua estrutura tradicional para apostar em um mundo aberto mais ambicioso, sem abandonar as raízes que definiram seus jogos anteriores. O resultado é uma experiência que busca equilíbrio entre inovação e familiaridade, ainda que nem sempre alcance todo o seu potencial.

Um novo capítulo para a Team Ninja

Conhecida por franquias marcantes como Ninja Gaiden, Dead or Alive e Nioh, a Team Ninja construiu uma reputação sólida dentro do gênero de ação. Seus jogos mais recentes seguiram uma linha bem definida, com sistemas complexos de combate e progressão inspirados no estilo soulslike.

Rise of the Ronin surge como uma mudança importante nessa trajetória. Ao expandir sua estrutura para um mundo aberto e investir em novas ideias, o estúdio demonstra intenção de evoluir, ainda que mantenha elementos reconhecíveis de seus projetos anteriores.

Conflitos e escolhas no Japão do século XIX

A narrativa se passa durante o período Bakumatsu, um dos momentos mais turbulentos da história do Japão. Com a chegada das influências ocidentais e o enfraquecimento do xogunato, o país vive uma fase de transição marcada por conflitos políticos e sociais.

O jogador assume o papel de uma Lâmina Gêmea, inserida nesse cenário instável, podendo decidir seu alinhamento entre diferentes facções ou até seguir um caminho neutro. A história explora temas como lealdade, poder e transformação, ainda que nem sempre aprofunde totalmente o impacto dessas escolhas.

Um mundo aberto rico em cultura e possibilidades

As cidades de Yokohama, Edo e Kyoto são recriadas com atenção aos detalhes, oferecendo ambientes distintos e cheios de vida. Cada região carrega sua própria identidade, incentivando a exploração e reforçando a ambientação histórica.

Apesar de seguir uma estrutura mais tradicional de mundo aberto, o jogo consegue capturar bem a essência do período, apresentando atividades variadas e pontos de interesse que mantêm o ritmo da jornada.

Combate estratégico e evolução constante

O sistema de combate continua sendo um dos pilares da experiência. Com diferentes armas e estilos disponíveis, o jogo incentiva o domínio de mecânicas como parry e quebra de postura, exigindo precisão e leitura dos inimigos.

A progressão vai além do básico, com uma árvore de habilidades extensa e sistemas que permitem personalizar o estilo de jogo. As escolhas do jogador também influenciam o desenvolvimento do personagem, desbloqueando novas possibilidades ao longo da campanha.

Exploração dinâmica e atividades variadas

Além das missões principais, o jogo oferece uma boa variedade de atividades secundárias. Desde tarefas simples até eventos mais elaborados, há sempre algo acontecendo no mundo.

Recursos como o uso de cavalos, planadores e viagem rápida tornam a locomoção mais fluida, incentivando o jogador a explorar sem tornar o deslocamento cansativo. Pequenos detalhes, como atividades de lazer, ajudam a dar mais vida ao ambiente.

Personalização que vai além da estética

A customização é outro ponto forte. Equipamentos não apenas alteram atributos, mas também influenciam diretamente o visual do personagem, permitindo criar diferentes estilos.

Essa liberdade se estende à forma de jogar, já que habilidades e escolhas moldam tanto o desempenho em combate quanto as interações com o mundo.

Atmosfera envolvente, mas limitações técnicas

Visualmente, Rise of the Ronin apresenta cenários interessantes, mas não impressiona em nível técnico. Texturas simples e expressões faciais limitadas acabam prejudicando a imersão em alguns momentos.

Por outro lado, o áudio se destaca positivamente. A trilha sonora combina elementos tradicionais e modernos com eficiência, enquanto a dublagem em português adiciona valor à experiência, contando com vozes conhecidas do público brasileiro.

Mesmo com esses problemas, o jogo consegue se sustentar graças à sua jogabilidade sólida e ao cuidado com a ambientação histórica, entregando uma experiência envolvente, ainda que imperfeita.

Rise of the Ronin - Official Launch Trailer

Rise of the Ronin – Vale a pena?

Publisher: Koei Tecmo
Console: PlayStation 5

Rise of the Ronin aposta em um mundo aberto ambicioso e combate técnico sólido da Team Ninja, ambientado no Japão do século XIX, mas sofre com limitações visuais e escolhas narrativas pouco impactantes, resultando numa experiência competente, porém irregular e sem atingir todo o potencial.
Veredito Final
80%
80%