Todos os posts de George Rodrigues

TI, estudante de jornalismo, redator e caçador de platinas.

Temtem: Swarm acerta na fórmula e diverte

Misturar o gênero roguelite/bullet heaven com o universo de Temtem poderia soar como apenas mais uma tentativa de seguir uma tendência recente. Mas Temtem: Swarm encontra um caminho próprio. Ele pega a base popularizada por jogos do gênero e adapta com personalidade, trazendo sistemas que dialogam bem com a identidade da franquia.

O resultado é uma experiência direta, acessível e ao mesmo tempo estratégica, que consegue se destacar mesmo em um cenário cada vez mais saturado.

Sobreviver é o único objetivo

Diferente de outros títulos do universo, aqui não existe uma narrativa estruturada guiando a jornada. O foco é totalmente voltado para a sobrevivência. O jogador entra em partidas onde precisa resistir a ondas crescentes de inimigos, utilizando movimentação e posicionamento como principais ferramentas.

Os ataques acontecem automaticamente, o que desloca a atenção para decisões estratégicas em tempo real. Essa simplicidade inicial facilita a entrada de novos jogadores, mas rapidamente abre espaço para desafios mais exigentes conforme as partidas avançam.

Essa abordagem mantém o ritmo constante e cria uma experiência que funciona tanto em sessões curtas quanto em jogatinas mais longas.

Progressão que define cada partida

O grande diferencial está na forma como o jogo trabalha sua progressão durante as runs. A cada nível, o jogador escolhe entre melhorias que moldam completamente o estilo de jogo.

Essas decisões criam variações significativas entre partidas. É possível investir em dano em área e dominar grandes grupos de inimigos, focar em ataques contínuos, priorizar alcance ou explorar efeitos de status. Cada escolha influencia diretamente a forma como os desafios são enfrentados.

Essa flexibilidade mantém a experiência interessante por bastante tempo, incentivando experimentação constante e criando uma sensação contínua de descoberta.

Evoluções que impactam mais do que o visual

As evoluções dos Temtem durante a partida vão além de mudanças estéticas. Elas alteram atributos e reforçam o crescimento do personagem dentro daquela run.

Embora seja possível avançar sem evoluir, optar por esse caminho significa abrir mão de vantagens importantes. As evoluções funcionam como marcos dentro da progressão, trazendo momentos de recompensa que ajudam a manter o engajamento.

Esse sistema contribui para a sensação de que cada partida está sempre evoluindo, mesmo dentro de uma estrutura repetitiva.

Repetição que surge com o tempo

Apesar das qualidades, o jogo não escapa de um problema comum ao gênero. Após várias horas, a repetição começa a se tornar mais evidente.

Mesmo com diferentes builds, novos Temtem e eventos dinâmicos, parte do conteúdo passa a parecer previsível. As variações ajudam, mas não são suficientes para manter o mesmo nível de novidade a longo prazo.

Essa limitação não compromete as primeiras horas, mas pode impactar quem busca uma experiência mais duradoura sem pausas.

Progressão permanente e suas limitações

Fora das partidas, o jogo apresenta um sistema de progressão contínua baseado em árvores de habilidades para cada Temtem. Esse elemento adiciona uma camada estratégica interessante, incentivando o investimento em diferentes criaturas.

Com o tempo, porém, a variedade limitada de Temtems disponíveis reduz o impacto desse sistema. As possibilidades continuam existindo, mas a sensação de descoberta diminui conforme as opções se repetem.

Além disso, o desbloqueio de novos personagens nem sempre acompanha o ritmo esperado. Em alguns momentos, o processo se torna mais demorado do que o ideal, diminuindo o impacto dessas conquistas.

Cooperativo que transforma a dinâmica

O modo cooperativo é um dos pontos mais fortes do jogo. Embora não seja obrigatório, ele altera significativamente a forma como as partidas se desenrolam.

Jogar em grupo adiciona uma camada estratégica mais evidente, especialmente na distribuição de recursos. Decidir como investir melhorias entre os jogadores exige comunicação e planejamento.

Essa dinâmica ganha ainda mais importância nos momentos de maior pressão, como nas fases avançadas e nas batalhas contra chefes. O sistema que mantém os jogadores ativos mesmo após serem derrotados evita frustrações e mantém todos envolvidos até o fim da partida.

Estrutura simples com bom ritmo

A base do jogo segue o modelo clássico do gênero. O jogador escolhe um Temtem inicial e enfrenta ondas progressivamente mais difíceis até chegar ao confronto final.

Essa estrutura funciona bem justamente por ser direta. Não há complexidade desnecessária, e o ciclo de jogo é fácil de entender desde o início.

A adição da torre procedural na versão 1.0 traz uma camada extra para o endgame. Com variações de layout e inimigos, esse modo amplia a longevidade e incentiva novas tentativas.

Visual vibrante com desafios de clareza

Visualmente, o jogo mantém a identidade da franquia, com cores fortes, cenários variados e criaturas cheias de personalidade. As animações são bem executadas, especialmente nos momentos de evolução, que ajudam a destacar o progresso durante as partidas.

Por outro lado, o excesso de efeitos visuais pode atrapalhar em momentos mais intensos. Em meio a muitos inimigos e habilidades simultâneas, a leitura da tela pode se tornar confusa, impactando diretamente a tomada de decisão.

Desempenho sólido com pequenos deslizes

No PlayStation 5, o desempenho é consistente. As partidas carregam rapidamente, o jogo mantém boa fluidez e o modo online funciona de forma estável na maior parte do tempo.

Ainda assim, em situações mais caóticas, pequenas quedas de desempenho podem ocorrer. Além disso, os recursos do controle não são explorados de forma significativa, ficando mais como um detalhe do que um diferencial.

Temtem: Swarm - 1.0 Release Date Announcement Trailer

Temtem: Swarm – Vale a pena?

Publisher: Crema
Console: PlayStation 5

Temtem: Swarm consegue se destacar ao adaptar uma fórmula popular com elementos próprios. Ele oferece uma experiência acessível, com boa variedade de builds e um ritmo que prende nas primeiras horas. Mesmo com limitações na variedade a longo prazo, o jogo acerta ao entregar um sistema de progressão envolvente e um cooperativo que realmente faz diferença.
História
70%
Jogabilidade
80%
Gráficos
95%
Desempenho
95%

Shuhei Yoshida abre o jogo sobre saída da SIE Worldwide Studios

O ex-executivo da PlayStation, Shuhei Yoshida, colocou lenha na fogueira e revelou detalhes sobre sua demissão do cargo de presidente da SIE Worldwide Studios.

Yoshida esteve presenta Sony durante 31 anos, onde foi peça chave para o lançamento do PlayStation e a exclusividade de Final Fantasy VII no console. Ele também atuou como presidente da SIE Worldwide Studios por 11 anos. Após esse período, em 2019, deixou o cargo para trabalhar em construir relações com estúdios independentes.

Desde então, Yoshida afirmou por diversas vezes que não foi sua decisão deixar o cargo, embora tenha amado trabalhar com estúdios independentes. Afinal de contas, era aceitar a nova posição ou sair da PlayStation completamente.

Durante o festival Alt: Games Festival, Yoshida participou de uma palestra sobre o que torna um jogo indie bem-sucedido e revelou mais detalhes sobre suas conquistas na SIE. No entanto, ele também comentou sobre sua demissão que ocorreu por não concordar em fazer certas coisas solicitadas por Jim Ryan.

“Eu ajudei a Santa Monica Studio a fazer God of War, a Naughty Dog a fazer Uncharted e The Last of Us, e a Sucker Punch Productions a criar o belo Ghost of Tsushima. Ghost of Tsushima foi um dos últimos jogos em que trabalhei como presidente da Worldwide Studios. Mas, em 2019, após 11 anos liderando o desenvolvimento first-party, fui demitido do cargo.

Jim Ryan queria me remover do first-party porque eu não o ouvi. Ele pediu para fazer algumas coisas ridículas, e eu disse ‘não’.”

Yoshida já havia relevado anteriormente que foi pressionado a deixar a presidência da SIE e assumir a área de jogos indie. Além disso, ele brincou que se continuasse como presidente da Worldwide Studios, teria resistido à aposta da empresa em jogos como serviço.

Nioh 3 receberá primeira grande atualização em 27 de abril

A Koei Tecmo e a Team Ninja revelaram que Nioh 3 receberá uma grande atualização no dia 27 de abril. O novo conteúdo contará com novos Pergaminhos de Batalha e novas habilidades como recompensa por completar missões.

O maior destaque da atualização são os novos Pergaminhos de Batalha que terão uma nova dificuldade e testarão ao máximo as habilidades dos jogadores. Além disso, completar certos Pergaminhos de Batalha agora concede novas habilidades, incentivando a exploração desse conteúdo opcional e recompensando os jogadores mais dedicados com ferramentas inéditas de combate.

Outro elemento inédito é a Pedra da Penitência, um novo sistema que aumenta os valores e a raridade dos equipamentos. Em contrapartida, os inimigos serão mais forte e trarão um desafio ainda maior. Esse novo sistema se baseia no risco e recompensa, permitindo que o jogador saiba o momento ideal para enfrentá-los.

Por fim, a atualização também traz ajustes de balanceamento nas Graças, visando tornar algumas delas mais viáveis e equilibradas dentro das builds, o que deve impactar diretamente a diversidade de estilos de jogo.

Nioh 3 é a melhor obra da Team Ninja até aqui

A Team Ninja poderia apenas continuar na fórmula que já dominava e seguir adiante, no entanto, com Nioh 3 ela vai muito além. Em vez de apenas polir o que já funcionava, o estúdio traz mudanças estruturais importantes, expandindo a experiência sem abrir mão da identidade que definiu a franquia até aquiu.

O resultado? O melhor jogo do estúdio até aqui, mantendo sua base técnica e desafiadora, mas oferecendo mais liberdade ao jogador, seja no mapa ou experimentação de sistemas.

Um Japão histórico mergulhado no sobrenatural

A história se passa no início do século XVII, em um Japão que passa por problemas políticas e uma crescente força sobrenatural. No papel de Tokugawa Takechiyo, o jogador se envolve em um grande conflito com seu próprio irmão, responsável por utilizar o poder dos yokais para corromper o mundo ao seu redor.

A narrativa se apoia em eventos e figuras históricas com elementos fantasiosos, mas que mantém a estrutura consistente da história. O cenário reforça tanto o contexto político quanto o tom sombrio da jornada. Essa combinação ajuda a dar mais peso aos acontecimentos, especialmente ao encontrar grandes figurões reais que fizeram parte de grandes momentos históricos.

Ainda assim, a história funciona como um grande pilar para a jogabilidade. Ela é bem construída e possui bons momentos, mas claramente não é o foco principal. E isso é ótimo!

Combate que evolui sem perder identidade

Nioh 3 evolui em diversos aspectos de sua jogabilidade, sendo o principal delas a introdução de dois estilos: Samurai e Ninja. Essa divisão não é apenas estética, mas impacta diretamente a forma como o jogador pode abordar cada confronto.

O estilo Samurai mantém a estrutura clássica da série, com três posturas e foco em força, defesa e controle. Já o estilo Ninja é focado na velocidade, mobilidade e ataques rápidos, permitindo abordagens mais agressivas ou furtivas.

É possível alternar entre esses estilo a qualquer momento, adicionando uma bela camada estratégica ao jogo. Em muitos casos, especialmente contra chefes, entender quando mudar de estilo é essencial para vencer o combate.

Essa flexibilidade torna o combate mais dinâmico, mas também exige atenção. Cada estilo possui habilidades e equipamentos próprios, aumentando a complexidade de gerenciar seus inventário.

Sistema técnico que continua exigente

Mesmo repleto de novidades, o jogo não esquece os pilares que consagraram a franquia. O gerenciamento de ki segue sendo um dos sistemas primordiais da jogabilidade, assim como o pulso de ki.

Essa mecânica continua exigindo atenção constante ao tempo das ações, incentivando decisões mais calculadas. Avançar sem planejamento pode ser punitivo, enquanto execuções bem feitas recompensam o jogador com um controle maior do combate.

Essa consistência garante que, apesar das mudanças, a essência técnica da série continue presente e relevante, agradando principalmente os jogadores veteranos que estão habituados ao sistema.

Exploração mais aberta e conectada

A estrutura do jogo passou por uma grande transformação ao abandonar o modelo de missões isoladas, tornando o jogo ainda mais dinâmico e envolvente. Em seu lugar, agora temos grandes áreas interconectadas que dão uma maior sensação de escala e continuidade.

Os novos ambientes são ricos em conteúdo e não deixam o jogador cair no tédio, existem inimigos, caminhos secretos, Kodamas, missões secundárias e diversos segredos a serem explorados. Não são mapas que possuem grande poluição visual, mas também não deixam a sensação de vazio.

Além disso, existem diversas áreas corrompidas espalhadas pelo mapa, podendo ser purificadas e alterando o estado do mundo ao redor. Já os santuários funcionam como pontos de apoio e viagem rápida, tornando a progressão menos cansativa.

Essa nova abordagem é um dos maiores acertos da franquia, permitindo que o jogador escolha melhor como avançar, seja enfrentando desafios extras, explorando ou apenas indo para as missões principais.

Progressão ampla e cheia de possibilidades

A progressão evoluiu de forma consistente, mas mantém aquela grande variedade de armas e estilos de jogo. Cada tipo de arma é única e oferece ao jogador diferentes abordagens para o combate, incentivando a experimentação e mudança constante.

As árvores de habilidades individuais deixam a personalização ainda melhor, permitindo construir estilo únicos. Além disso, é possível redistribuir os pontos de habilidade, então caso não goste da build criada, está tudo bem.

O sistema de loot continua sendo um elemento central, trazendo equipamentos variados, bônus e sinergias que tem o poder de transforma o seu desempenho nos combates. Constantemente é preciso ajustar seus equipamentos, fazendo uma grande diferença no seu dano, defesa e até mesmo velocidade de esquiva.

Sistemas que aumentam a complexidade estratégica

Os Espíritos Guardiões não poderiam ficar de fora e agora trazem ainda mais funções e novas habilidades para complementar a jogabilidade. As transformações continuam presentes, mas agora são integradas a novas mecânicas.

Os Núcleos da Alma também evoluem, deixando de ser apenas uma ferramenta secundária para assumir um papel mais ativo, com habilidades e invocações que ampliam as possibilidades em combate.

Essa interconexão entre sistemas cria um jogo mais profundo, mas também mais exigente. Mesmo com melhorias na apresentação das mecânicas, a quantidade de informações pode ser desafiadora para novos jogadores.

Cooperativo mais integrado à experiência

O modo cooperativo ganha mais destaque, permitindo que até três jogadores explorem juntos as áreas do jogo. Essa integração torna a progressão compartilhada mais natural e amplia as possibilidades de abordagem durante combates e exploração.

Além disso, a presença de NPCs invocáveis continua sendo uma alternativa válida para quem prefere jogar sozinho, oferecendo suporte em momentos mais difíceis.

Essa flexibilidade ajuda a tornar a experiência mais acessível sem comprometer o desafio característico da série.

Evolução visual com ressalvas pontuais

Visualmente, o jogo apresenta melhorias perceptíveis, com ambientes mais variados, iluminação mais equilibrada e maior diversidade de cenários. A mudança em relação aos títulos anteriores é clara, especialmente na forma como os biomas são construídos.

Os chefes continuam sendo um dos pontos altos, com designs marcantes e animações bem trabalhadas. O criador de personagem também mantém um alto nível de personalização.

Por outro lado, o reaproveitamento de alguns inimigos e estruturas ainda é perceptível. Não chega a prejudicar a experiência, mas reduz o impacto de novidade em certos momentos.

Desempenho consistente e confiável

No PlayStation 5, o desempenho é estável e confiável. O jogo mantém boa fluidez mesmo durante combates intensos, com tempos de carregamento rápidos e poucos problemas técnicos.

Essa consistência é fundamental em um jogo onde precisão e resposta rápida fazem toda a diferença. A estabilidade garante que o foco permaneça na execução e na estratégia.

Nioh 3 – Launch Trailer

Nioh 3 – Vale a pena?

Publisher: Koei Tecmo
Console: PlayStation 5

Nioh 3 entrega evolução sólida ao expandir exploração e aprofundar combate, mantendo identidade técnica. Dois estilos ampliam estratégia, enquanto sistemas interligados aumentam complexidade. Narrativa competente apoia experiência, não domina. Com bom desempenho e coop integrado, é o jogo mais completo do estúdio.
História
80%
Jogabilidade
100%
Gráficos
80%
Desempenho
100%

Dragon Ball Xenoverse 3 traz história original e personagens de Akira Toriyama

A Bandai Namco em parceria com a Dimps anunciaram oficialmente Dragon Ball Xenoverse 3. O título que havia sido apresentado como “Project AGE 1000” será lançado em 2027 para PlayStation 5.

DRAGON BALL XENOVERSE 3 - Announcement Trailer

Dragon Ball Xenoverse 3 promete ser uma experiência tão densa quanto o jogo anterior, onde você decidirá o herói que quer ser no universo da franquia. Akira Toriyama trabalhou no projeto antes de falecer, criando personagens originais e únicos para um universo futuro da franquia. Em AGE 1000, será possível explorar diversas localidade, encontrar personagens e descobrir novas histórias.

O trailer foca em nos dar uma breve introdução ao novo universo e a Cidade do Oeste. Aqui, o vídeo nos apresenta ao Esquadrão Saiyaman e diversos novos personagens, incluindo até uma mulher parecida com a Bulma. No entanto, o jogo irá muito além disso, onde lutaremos ao lado de diversos aliados e eventos maiores vão se desenrolar.

Super Limit-Breaking NEO é a primeira grande DLC de Dragon Ball: Sparking! ZERO

A Bandai Namco em parceria com a Spike Chunsoft anunciaram a primeira grande expansão de Dragon Ball: Sparking! ZERO. Intitulada de Super Limit-Breaking NEO, a expansão adicionará 30 novos personagens, novas opções de personalização, novos cenários e um novo modo single-player. O lançamento acontecerá no inverno para PlayStation 5, enquanto uma atualização gratuita adicionará um novo sistema de batalha.

O título que já possui mais de 180 personagens em seu elenco, receberá nomes marcantes da franquia como: Super 17, Bardock (Super Saiyajin), Vegeta (GT), Trunks (GT), Nuova Shenron (GT), Uub, Rei Vegeta e diversos outros personagens. Além disso, mais de 20 opções de personalização estarão inclusas para os personagens, incluindo novos trajes e habilidades.

DRAGON BALL: Sparking! ZERO Super Limit Breaking NEO - Announcement Trailer

Quatro novos cenários vão expandir o campo de batalha, incluindo o Palácio de Kami, um local de treinamento e a Estratosfera do Planeta Vegeta, local onde Bardock enfrentou a tropa de Freeza.

Por fim, o maior destaque fica por conta do modo single-player chamado “Limit Breaker Journey”. Essa experiência inédita permitirá aos jogadores aprofunda a conexão com seu personagem favorito. Com diversos cenários, caminhos ramificado, batalhas e eventos, o jogador será recompensado de forma única pelo seu progresso.

Metaphor: ReFantazio transforma fantasia em reflexão social

A ATLUS se superou e não repetiu a fórmula de Persona, mas a aprimorou em diversos aspectos. Provando que consegue se reinventar, mas manter pilares de suas franquias mais consagradas. Entre revisitar clássicos e trazer novas ideias, o estúdio encontrou o equilíbrio perfeito entre tradição e reinvenção. E no mesmo disso tudo, Metarphor: ReFantazio surge não só como um dos melhores JRPGs dos últimos anos, mas se prova como uma afirmação criativa e ambiciosa do estúdio.

Um reino dividido, desigual e em crise

Euchronia não é o cenário de fantasia bonitinho que estamos acostumados, além de não ser nada genérico. É um mundo construído sobre desigualdades profundas, onde diferentes Tribos coexistem sob sistemas rígidos de poder, privilégios históricos e preconceitos enraizados. Algumas vivem com estabilidade e influência, enquanto outras são alvos constantes de perseguição e marginalização.

O protagonista vem justamente da área mais discriminada do reino, a Tribo Elda. E essa condição vai muito além de apenas um detalhes narrativo, mas é um elemento que molda constantemente a experiência. NPCs reagem de forma diferente, diálogos são construídos de forma tensa e oportunidades surgem com base nessa origem.

Quando o rei é assassinado e não há herdeiros diretos, Euchronia entra em colapso político. A solução encontrada é brutal e fascinante: um torneio eleitoral aberto, onde qualquer pessoa pode disputar o trono, desde que tenha o apoio popular. Essa premissa transforma completamente o ritmo da jornada. Agora, não se trata apenas de avançar e derrotar inimigos, é preciso entender o povo, dialogar, construir reputação e ser ativo no cenário político.

Personagens que carregam o mundo nas costas

Grande parte do impacto narrativo vem por conta do elenco apresentado. Metaphor: ReFantazio evita o uso de personagens genéricos. Cada um apresentado é construído de forma que se integre perfeitamente ao mundo. Cada membro do grupo vai além de um combatente, mas tem suas próprias vivências dentro da estrutura social e política de Euchronia.

Heismay, por exemplo, é um personagem marcado por perdas e cicatrizes que vão além do físico. Maria, por outro lado, representa de forma direta e dolorosa os efeitos da exclusão e até mesmo do bullying. Hulkenberg, Strohl, Junah e os demais trazem diversidade de perspectiva, criando um grupo único, mas cheio de conflitos internos, dúvidas e motivações próprias.

Os vínculos que já são parte conhecida do modelo ATLUS, aqui estão ainda mais robustos e integrados à narrativa. Cada interação aprofunda não só o personagem, mas o contexto social ao redor, revelando como cada Tribo vive, resiste e se adapta. Não são história paralelas, mas extensões naturais do mundo.

E é justamente nesse processo que o jogo reforça a mensagem: Transformação real não vem apenas do poder, é preciso criar conexões reais ao longo do caminho.

Uma jornada que mistura política e fantasia

Enquanto a disputa pelo trono se intensifica, a narrativa também possui outra missão: salvar o príncipe amaldiçoados, preso em um estado de coma há anos. Essa maldição vai muito além de um problema mágico, mas enquanto ele estiver ali, o reino continuará paralisado, incapaz de lidar com seus próprios medos e contradições. E isso é incrível em Metaphor! Ele constantemente utiliza metáforas e linguagens que abordam a profundida desses temas de forma única.

No centro desse conflito está Louis, o grande antagonista. E ele é, sem exagero, um dos pontos mais fortes da narrativa. Com todo carisma, o vilão é artículado e movido por uma ideologia clara. Ele representa uma visão de mundo que parece perigosamente plausível.

Sua presença gera desconforto constante, não só pelas ações, mas pelas ideias que levanta. Ele desafia o protagonista, mas também desafia o jogador, criando um conflito que vai além do simples embate entre bem e mal.

Combate estratégico com identidade própria

Na jogabilidade, o título não deixa a peteca cair e mantém um ritmo e integração de sistemas perfeitos. A transição entre ação em tempo real e batalhas por turnos, influencia diretamente a forma como o jogador aborda cada encontro.

Durante a exploração, é possível atacar inimigos no campo, esquivar e se posicionar para evitar confrontos. Essas ações impactam o início das batalhas, podendo garantir vantagens importantes, ou colocar o jogador em situações desfavoráveis logo no começo.

Já no combate por turno, o sistema brilha assim como em Persona. Cada decisão importa. Explorar fraquezas inimigas gera turno extras, enquanto ações mal planejadas te punem de forma agressiva. O jogo exige atenção constante, entendimento das habilidades e arquétipos e boa leitura de padrões.

Liberdade tática com o sistema de Arquétipos

Os Arquétipos são a espinha dorsal do combate e progressão. Mais do que classes, eles definem estilos de jogo, habilidades e possibilidades estratégicas. A liberdade para alterná-los fora do combate incentiva experimentação constante, permitindo que o jogador adapte uma nova abordagem para cada tipo de desafio.

Ao mesmo tempo, o fato de não ser possível trocar Arquétipos durante as batalhas adiciona uma peso às decisões. Preparação não é algo opcional, ela é essencial e você deve se atentar aos perigos à sua frente.

A progressão dentro desse sistema é ampla e bem estruturada, com árvores de habilidades extensas e a possibilidade de herdar técnicas entre diferentes Arquétipos. É possível criar incríveis sinergias entre os personagens. Além disso, é preciso evolui-las para liberar mais Arquétipos, um sistema que se parece com os jobs de Final Fantasy Tactics.

Entre risco e recompensa

As habilidades de Síntese elevam ainda mais a complexidade e estratégia, permitindo ataques combinados entre personagens. São extremamente eficazes, mas exigem múltiplos turnos e ações, reforçando o equilíbrio entre risco e recompensa.

E o jogo constantemente testa o jogador sobre esses sistemas. Chefes apresentam mecânica únicas, padrões específicos, diferentes fraquezas e exigem adaptação constante, tornando satisfatório vencer.

E quando o jogo decide testar o domínio do jogador sobre esses sistemas, ele faz isso com intensidade. Chefes apresentam mecânicas únicas, padrões específicos e exigem adaptação constante, tornando cada vitória genuinamente satisfatória.

Um mundo que recompensa planejamento

Fora das batalhas, o sistema de calendário retorna ainda mais refinado. O tempo é limitado, e cada decisão sobre como utilizá-lo carrega consequências diretas na progressão.

Explorar masmorras, fortalecer vínculos, completar missões secundárias e diversas outras atividades que podem ser feitas durante seus dias. Essa estrutura cria uma camada estratégica adicional, onde o planejamento do dia-a-dia é até mais importante que o combate.

Euchronia se destaca pelo cuidado na construção de cada cidade e região. Cada local possui identidade visual própria, organização social e uma sensação constante de vida. Distritos mais pobres contrastam com áreas de riquezas, reforçando a desigualdade apresentada na narrativa.

Uma jornada que também é sobre convivência

O Gauntlet Runner é um dos elementos mais charmosos e essencial para a exploração. Funcionando como uma base móvel, ele não serve apenas para deslocamento, mas é um espaço de convivência entre os personagens.

Ali, o grupo interage, compartilha momentos e participa de atividades como culinária, pesca e jardinagem. Essas mecânicas simples constroem relações de forma orgânica e oferecem pausas entre os momentos intensos da narrativa.

O Gauntlet Runner é um dos elementos mais charmosos da experiência. Funcionando como uma base móvel, ele não serve apenas para deslocamento, mas como um espaço de convivência entre os personagens.

Essa dinâmica reforça a sensação de jornada contínua, onde o crescimento não acontece apenas nas batalhas, mas também nas relações construídas ao longo do caminho.

Direção artística que define identidade

Visualmente, Metaphor: ReFantazio é marcante em cada detalhe. O estilo anime ganha força através de uma direção de arte ousada, com uso expressivo de cores, animações fluidas e personagens extremamente expressivos.

Os menus merecem destaque especial, não são apenas funcionais, mas verdadeiras peças de design que reforçam a identidade do jogo. Cada Arquétipo possui um visual único e simbólico, contribuindo para a construção de personalidade dentro da jogabilidade.

A trilha sonora, assinada por Shoji Meguro, acompanha esse nível com precisão. Misturando elementos medievais, corais e composições épicas, ela não apenas ambienta, mas intensifica cada momento da jornada.

As músicas de batalha são especialmente memoráveis, criando tensão e ritmo, enquanto temas mais calmos ajudam a construir uma atmosfera rica e envolvente.

Metaphor: ReFantazio - Launch Trailer | PS5 & PS4 Games

Metaphor: ReFantazio – Vale a pena?

Publisher: PlaySide Studios
Console: PlayStation 5

Metaphor: ReFantazio não tenta substituir o legado da Atlus, mas expande esse legado com confiança. É um RPG que entende profundamente suas raízes, mas que também demonstra coragem ao explorar novas ideias e estruturas. A ambição do jogo não está apenas na escala, mas na forma como integra narrativa, jogabilidade e construção de mundo de maneira coesa. Tudo conversa, tudo tem propósito.

História
100%
Jogabilidade
100%
Gráficos
100%
Desempenho
100%

Hi-Fi Rush e a sintonia perfeita entre ação e ritmo

Hi-Fi Rush não é só mais um jogo de ação; assim como a música não é apenas trilha sonora, mas sim o coração da aventura. Chai, um jovem músico com um braço robótico e um MP3 implantando no peito, se vê envolvido em um experimento que dá errado, mas acaba revelando novos poderes ao jovem. Agora, ele parte em uma missão para acabar com a poderosa corporação Vandaley, enquanto descobre segredos ocultos do Projeto Armstrond e luta contra máquinas e adversários… Sempre no ritmo da música.

Inicialmente parece ser apenas mais uma aventura onde o combate é tudo. Mas não. É sobre se perder em um mundo vibrante, repleto de personagens excêntricos, enquanto você batalha ao som de riffs e batidas.

Personagens que dão vida à missão

Chai não está sozinho nessa jornada. Ele possui o fiel companheiro robô, 808, e outros aliados improváveis que surgem no decorrer da campanha. Seguindo um caminho leve e repleto de humor, o personagem marca por criar laços de amizade com as mais diversas figuras. O jogo brilha justamente em como esses personagens se conectam com o jogador. Cada um tem sua própria história, habilidades de suporte e até momentos de protagonismo, garantindo que, mesmo em batalhas caóticas, a narrativa mantenha o ritmo.

Tudo isso melhora graças ao humor, um dos maiores trunfos do jogo. Com diálogo afiados, piadas rápidas e personagens extremamente carismáticos, Hi-Fi Rush não perde tempo e cria momentos memoráveis fora das lutas.

Ação que te mantém em movimento

Aqui, a jogabilidade brilha ao lado do ritmo. O sistema de ritmo não é inova, mas como é essencial para a progressão. Atacar no tempo da música não só aumenta os danos, mas também recompensa com combos épicos e ranqueamento. Cada golpe de guitarra e cada habilidade desbloqueada se encaixam perfeitamente com a música, criando uma sensação de fluxo que se torna irresistível, mesmo que seja difícil de se acostumar no começo.

A progressão de Chai também intensifica o ritmo do jogo, permitindo aumentar sua vida, novos ataques e habilidades especiais, tornando o combate muito mais vivo e dinâmico. As batalhas vão muito além de apenas reagir, mas é preciso antecipar o ritmo e se ajustar conforme a música se intensifica. É um hack and slash que te faz ser parte da trilha sonora, e isso é incrível!

Batalhas que aguçam o seu melhor

O combate aguça todos os sentidos do jogador. Embora comece simples e despretensioso, sua complexidade cresce com o tempo, e o uso de novas habilidades e aliados faz a experiência se expandir constantemente. Cada inimigo traz algo, e os chefes… ah, os chefes são o prato principal. Com mecânicas próprias e design únicos, eles não deixam espaço para a repetição, exigindo do jogador adaptação constante.

Tudo isso se intensifica com o exagero apresentado em ataques cinematográficos, inimigos virando sucata e um senso de criatividade que reflete o tom bem humorado do jogo. Além disso, o sistema de melhorias vai muito além de habilidades, é possível alterar o visual de Chai e seus companheiros.

Exploração e desafios sem perder o foco

Apesar do combate ser o ponto alto da jogabilidade, Hi-Fi Rush vai muito além. É também sobre explorar cenários incríveis e detalhados, desbravar lugares repletos de segredos e desafios. Cada ambiente possui quebra-cabeças e desafios musicais, sempre de forma complementar a narrativa.

Além disso, os espaços são cuidadosamente projetados, com segredos e melhorias e até passagens secretas que instigam o jogador a dar aquela olhadinha à mais no cenário. E, se algo passou batido ou você ainda não tinha a habilidade certa para acessar certas áreas, é possível voltar a todos os capítulos do jogo diretamente pelo hub.

Estilo visual que encanta os olhos

A estética de Hi-Fi Rush é uma das mais marcantes dos tempos atuais. Fugindo do realismo exagerado, ele mistura animação e desenhos animados com técnica de cel-shading e pal forma como a música influencia todos os elementos visuais. Os cenários, personagens e até os efeitos especiais dançam ao ritmo das músicas, criando sincronia entre o áudio e o visual.

E claro, por se tratar de um jogo ritmico, a trilha sonora se destaca, com uma curadoria impecável que vai de rock a eletrônica, sempre ajustada para as diferentes situações apresentadas. Cada faixa é encaixada perfeitamente ao cenário e momento, sendo parte essencial da experiência.

Uma experiência imersiva em português

Com dublagem em português, Hi-Fi Rush não só se comunica bem com os brasileiros, mas também traz um toque de personalidade a cada personagem. A escolha dos dubladores torna a experiência mais imersiva, dando vida aos diálogos e a essência do jogo, principalmente com frases mais tradicionais do Brasil.

Hi-Fi Rush - Launch Trailer | PS5 Games

Hi-Fi Rush – Vale a pena?

Publisher: Bethesda Softworks
Console: PlayStation 5

Hi-Fi Rush é uma experiência vibrante e única, onde ação e música se fundem de maneira brilhante. Com personagens cativantes, batalhas empolgantes e um visual estiloso, o jogo mantém o ritmo do começo ao fim. Uma jornada divertida, dinâmica e cheia de energia que vai deixar os jogadores imersos.

História
80%
Jogabilidade
95%
Gráficos
100%
Desempenho
100%

Resident Evil Requiem é a união perfeita entre terror psicológico e ação

Resident Evil Requiem não é apenas mais um título da aclamada franquia, é uma obra de arte que une elementos que definiram a série, misturando terror psicológico e muita ação. A Capcom conseguiu equilibrar perfeitamente duas vertentes, trazendo um jogo que agrada tanto veteranos quanto novatos. O que poderia ser apenas apenas união de estilo, aqui se transforma em uma jornada de múltiplas camadas entre a dupla narrativa de Grace Ashcroft e Leon S. Kennedy.

Grace Ashcroft

Grace Ashcroft, filha de Alyssa Ashcroft (Resident Evil Outbreak), é uma das maiores surpresas que à franquia ofereceu ao longo dos anos. Como agente do FBI, ela é enviada para investigar uma misteriosa morte, que coincide ser no mesmo local em que sua mãe foi assassinada. O que parecia um simples caso, se mostra uma grande armadilha, com Grace sendo sequestrada por Dr. Victor Gideon e passa a enfrentar seu maior pesadelo.

A jornada de Grace é construída pelo medo constante. Diferente de outros protagonistas, ela não tem habilidades de combate para lidar com os infectados e criaturas apresentadas, sendo uma pessoa vulnerável e tensa. Sua insegurança é palpável, e o jogo ressalta isso constantemente, demonstrando isso através da hesitação em usar uma arma, sua respiração acelerada e até mesmo ataques de pânico. Enquanto com Grace, cada espaço é ameaçador, o jogador sente na pele sua fragilidade, reforçando o terror psicológico do título.

O grande diferencial de Grace é seu gerenciamento de recursos, sendo parte vital da jornada. A personagem possui um inventário limitado e poucas armas, então ela precisa usar a mecânica exclusiva para coletar sangue e criar itens. Cada recurso aproveitado de forma cuidadosa para que não sejam desperdiçados. Além disso, personagens como o Açougueiro e Chunk perseguem a personagem constantemente, levando perigo constante ao jogador.

Leon S. Kennedy

Enquanto Grace nos leva ao terror psicológico, Leon nos conduz por uma narrativa repleta de ação. Após anos enfrentando a Umbrella e as armas biológicas, Leon está mais velho e cansado, mas ainda assim tenta rastrear um cientista que possui ligação com o surto de Raccoon City. Ele é um agente já experiente, mas a vida o levou ao limite, fazendo com que seu corpo não seja como antes, principalmente por estar infectado. Isso faz com que Leon tenha certa urgência em sua missão, principalmente para achar uma cura.

A jogabilidade de Leon contrasta totalmente com a de Grace, e isso é ótimo! Enquanto com a personagem nos estávamos presos com os infectados, aqui, eles estão presos com Leon. Armado até os dentes e com habilidades corpo a corpo, suas sessões são repletas de confrontos cinematográficos. Porém, mesmo estando mais experiente, ele não é uma máquina imbatível. É preciso ter cautela, especialmente em dificuldades mais altas, onde os inimigos pressionam de forma constante.

Levar Leon para o combate é sempre prazeroso, valendo o risco. O jogo premia o jogador com pontos por diversas atividades com o personagem, podendo usá-los para melhorar armas e seu estilo de combate. Enquanto a progressão é constante e não deixa o jogador cair na mesmice, sempre apresentando novas recompensas, inimigos e colecionáveis.

O melhor dos dois mundos

Resident Evil Requiem ousa e aposta na alternância entre os estilo de Grace e Leon. Enquanto Grace é feita para viver o terror psicológico em primeira pessoa, trazendo uma perspectiva mais intimista, Leon é jogado em terceira pessoa, oferecendo uma visão melhor do espaço e inimigos. O melhor é que o jogador é livre para alternar entre essas câmeras a qualquer momento, impactando diretamente a sensação de imersão e a fluidez entre o terror e a ação.

Para os jogadores que buscam um desafio extra, o modo clássico de Resident Evil Requiem é um prato cheio. Como nos jogos antigos, ele limita o número de fitas de tinta para salvar, fazendo com que cada erro custe seu progresso. Isso adiciona uma tensão extra ao jogo, principalmente por conter ainda menos recursos que o modo normal.

RE Engine em seu ápice

Tecnicamente, Resident Evil Requiem é um espetáculo visual! A RE Engine nunca foi tão impressionante e sua evolução impressiona. O nível de detalhamento dos ambientes e personagens são de cair o queixo. Enquanto cada cenário é trabalhado de forma detalhista, fazendo com que a iluminação crie uma atmosfera densa e opressiva, com sombras e reflexos que aumentam a tensão. As expressões faciais, especialmente de Grace, são de uma intensidade única, transmitindo o medo e a determinação de forma intensa.

O design dos inimigos também é de tirar o fôlego, com deformidades grotescas e animações que fazem cada encontro ser uma experiência única. A ambientação, desde os corredores escuros até as áreas mais abertas, mantém uma consistência impressionante, sempre criando momentos de medo e surpresa.

Quanto ao desempenho, Resident Evil Requiem é impecável no PlayStation 5, onde o jogo roda de forma extremamente fluida, com taxas de quadros estáveis e tempos de carregamento quase inexistentes. Até mesmo em áreas mais complexas e repletas de inimigos, o jogo mantém um desempenho sólido, sem quedas, garantindo uma experiência imersiva e sem interrupções.

A dublagem que eleva a experiência

Não é apenas a parte visual que impressiona; a dublagem de Resident Evil Requiem é um dos maiores destaques do jogo. Stephany Custodi, dando voz a Grace, traz uma atuação primorosa, capturando a fragilidade e o medo da personagem. Enquanto Felipe Grinnan, interpretando Leon, faz jus à trajetória do personagem, transmitindo sua confiança, mas também o desgaste de tantos anos enfrentando o caos.

Resident Evil Requiem - Launch Trailer | PS5 Games

Resident Evil Requiem – Vale a pena?

Publisher: Capcom
Console: PlayStation 5

Resident Evil Requiem é uma obra-prima que mistura terror psicológico e ação de forma brilhante. Com uma narrativa envolvente, personagens cativantes e gráficos impressionantes, o jogo entrega uma experiência intensa e imersiva, equilibrando habilmente tensão e combate, sendo imperdível para fãs da franquia.
História
100%
Jogabilidade
100%
Gráficos
100%
Desempenho
100%

Hades II é o auge do roguelite moderno

Hades II vai muito além de uma simples continuação, ele expande em sua própria identidade. Ele mantém a base roguelite que consagrou o primeiro jogo, mas reorganiza sistemas, progressão e uma narrativa mais madura para entregar uma experiência mais ambiciosa, mais densa e com um sensação constante de evolução.

Ele vai muito além de apenas repetir a fórmula de sucesso do anterior, mas busca seu próprio espaço e refina pontos cruciais, transformando o ciclo de tentativa e erro em algo ainda mais significativo. Aqui, a morte não é o fim, mas sim um recomeço. Cada derrota traz consigo um aprendizado, novos recursos e novos caminhos possíveis para salvar sua família.

Uma nova protagonista em uma guerra maior que ela mesma

Esqueça Zagreus o protagonista do primeiro jogo, aqui assumimos o papel de Melinoe, sua irmã, filha de Hades e Perséfone. Treinada desde cedo por Hécate, a personagem nos passa confiança e uma sensação de preparo antes mesmo da primeira incursão. No entanto, sabemos que as coisas não fáceis assim.

O conflito principal gira em torno de Cronos, Titã do Tempo, que agora controla o submundo e aprisionou a família de Melinoe. Diferente do tom mais leve que Zagreus dava ao primeiro jogo, aqui a narrativa tem um tom mais pesado e sério, com um peso emocional mais constante.

A história não é entregue da bandeja e de forma simples. Ela se constrói aos poucos, fragmentada entre tentativas, diálogos, chefes e interação com deuses e npcs. Cada retorno ao hub central adiciona pequenos detalhes ao mundo e às relações, fazendo com que fique perceptível que a narrativa está sempre evoluindo, até mesmo quando falha.

Esse formato reforça que a jornada não é apenas sobre vencer Cronos, mas entende como todos são impactados por essa batalha. As motivações de Melinoe também se destacam, se mostrar mais “humana” e vulnerável, principalmente em momentos que envolvem seus familiares.

A morte não é o fim, mas sim uma nova oportunidade

Se a narrativa prende pela construção gradual, a jogabilidade é o pilar mais forte desse loop extremamente bem ajustado. Hades II mantém sua estrutura roguelite, fazendo com que cada tentativo leve o jogador por caminhos diferentes, com novos inimigos, poderes e recompensas.

A morte continua sendo parte essencial da experiência. Não se frustre por ter morrido, mas aproveite a oportunidade para melhorar Melinoe. Esse reinício estratégico permite novos diálogos, a aquisição de melhorias permanentes e até mesmo novas armas.

Esse ritmo que inicialmente parece punitivo para quem não tem costume, cria uma sensação de progressão incrível a cada tentativa. Como eu disse, a morte não é o fim. Aproveite o recomeço e volte mais forte!

O que era bom, ficou ainda melhor

O sistema de combate continua sendo o ponto mais forte da experiência. Melinoe possui ataques básicos com suas diversas armas, habilidades concedidas pelos deuses e especiais.

Uma das grandes novidades são as conjurações, poderes de bruxa que a jovem utiliza, como o círculo mágico invocado que prende inimigos e aumenta o dano sofrido. Isso adiciona uma nova camada tática ao combate, principalmente em salas repletas de inimigos, onde o posicionamento e a execução fazem a diferença.

O arsenal apresentado também é parte significante na variedade de estilo de jogo. Cada uma das armas altera completamente o rimo e estratégia das batalhas, indo de combates corpo a corpo até abordagens mais seguras e focadas em distância. O jogo incentiva o jogador a experimentar essas variações, já que cada combinação permite a criação de builds completamente diferentes.

As armas também ampliam significativamente a variedade de estilos de jogo. Cada uma delas altera completamente o ritmo das batalhas, indo de combates corpo a corpo rápidos até abordagens mais seguras e focadas em distância. Experimentar essas variações é parte essencial do domínio do jogo, já que cada combinação abre espaço para builds completamente diferentes.

Escolha sua Dádiva e vá para a luta

As Dádivas concedidaes pelos deuses continuam sendo o coração na criação de builds. Eles modificam habilidades, adicionam efeitos elementais e são capazes de alterar o rumo de uma run.

O sistema de sinergia entre esses poderes dão ainda mais profundidade ao progresso. É preciso saber criar combinações, já que existem algumas bem poderosas, enquanto outras vão tornar sua jornada mais difícil. A experimentação aqui é constante, fazendo com que duas partidas nunca sigam o mesmo padrão.

Além disso, as Lembranças são elementos que podem modificar o comportamento de uma partida. Elas são equipáveis e podem interferir diretamente em como a partida se desenrola, influenciando diretamente em encontros, recompensas, Dádivas encontradas, criando uma camada extra de estratégia.

A evolução é constante

Entre uma tentativa e outra, o jogo expande sua progressão com sistemas permanentes. Melhorias de atributos, desbloqueio de habilidades e recursos coletados garantem que cada retorno ao centro de operações represente avanço real.

Além disso, atividades paralelas como alquimia, rituais e coleta de recursos adicionam variedade ao ritmo da experiência, evitando que a progressão se limite apenas ao combate.

Para jogadores que buscam uma experiência menos punitiva, existe ainda a possibilidade de ajustar a dificuldade progressivamente, permitindo adaptação sem comprometer completamente o desafio central.

Uma experiência exigente, mas extremamente recompensadora

Hades II consegue equilibrar desafio e recompensa de forma muito eficiente. Ele não suaviza sua proposta central, mas oferece ferramentas suficientes para que o jogador evolua continuamente, mesmo diante das falhas.

A combinação entre combate dinâmico, sistemas profundos de progressão e uma narrativa que se constrói aos poucos resulta em uma experiência coesa e com um alto fator replay. Mais do que uma sequência, o jogo se posiciona como uma evolução natural da fórmula, refinando aquilo que já era forte e expandindo suas possibilidades de forma consistente.

O esplendor do submundo

Visualmente, Hades II preserva a identidade artística do primeiro jogo, mas com um nível maior de detalhe e polimento. Os personagens são expressivos, com designs que reforçam suas origens mitológicas e personalidades próprias.

Os cenários apresentam maior variedade e profundidade, destacando regiões distintas do mundo com identidade visual clara. Durante o combate, efeitos de luz, cores e animações criam um espetáculo constante, mesmo em meio ao caos. As ilustrações nos diálogos também continuam sendo um dos pontos fortes, reforçando o carisma dos personagens e a atmosfera geral da narrativa.

A trilha sonora complementa o conjunto com maestria, intensificando ação e momentos contemplativos. Com composições de Darren Korb, alterna entre faixas enérgicas nos combates e melodias atmosféricas que reforçam o tom místico do submundo. O resultado é uma ambientação sonora que define a experiência e torna cada tentativa mais imersiva.

Hades II - Announce Trailer | PS5 Games

Hades II – Vale a pena?

Publisher: Supergiant Games
Console: PlayStation 5

Hades II é uma evolução brilhante do original, refinando combate, narrativa e progressão. Com jogabilidade viciante, direção artística impecável e alta rejogabilidade, entrega uma experiência intensa, desafiadora e extremamente recompensadora do início ao fim absolutamente essencial.
História
100%
Jogabilidade
100%
Gráficos
100%
Desempenho
100%