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Monster Hunter Stories 2: Wings of Ruin é um RPG viciante

Expandir uma franquia conhecida para um gênero completamente diferente exige coragem e a Capcom mostrou isso com Monster Hunter Stories 2: Wings of Ruin. Ao abandonar a ação tradicional da série principal e apostar em um RPG por turnos mais acessível, o jogo não só respeita suas origens, como também cria uma identidade própria. O resultado é uma experiência mais leve, mas surpreendentemente profunda.

Uma jornada movida por laços e legado

A história se passa na Ilha Hakolo, onde eventos misteriosos começam a afetar o comportamento dos monstros. No centro dessa narrativa está o protagonista, neto do lendário Red, que parte em uma jornada ao lado de Ena e do carismático Navirou.

O desaparecimento do Guardião Ratha serve como ponto de partida para uma aventura que vai além do simples conflito. A trama explora temas como herança, confiança e conexão, criando um vínculo emocional forte, especialmente com os Monsties que acompanham o jogador.

Ao longo da aventura, novos aliados se juntam ao grupo, como Alwin, Avinia e Kayna. Diferente do primeiro jogo, esses companheiros participam ativamente das batalhas, trazendo habilidades únicas que influenciam diretamente o combate.

Combate estratégico e acessível

O sistema de batalha segue o modelo por turnos, mas com um diferencial: a mecânica baseada em “pedra-papel-tesoura”. Escolher o tipo certo de ataque é essencial para vencer, tornando cada confronto uma mistura de estratégia e leitura de padrões.

Além disso, o jogo equilibra bem acessibilidade e profundidade, permitindo que novos jogadores entendam rapidamente o sistema, enquanto ainda oferece desafios interessantes para quem busca mais complexidade.

Muito mais do que capturar monstros

Como um verdadeiro Montador, o jogador explora o mundo em busca de ninhos, coleta ovos e cria seus próprios Monsties. A variedade é um dos grandes destaques, incluindo criaturas icônicas da franquia, como Kushala Daora, Teostra e Nergigante.

O sistema de Genes adiciona ainda mais profundidade, permitindo personalizar habilidades e adaptar monstros para diferentes situações. Essa liberdade incentiva experimentação e dá ao jogador controle total sobre sua equipe.

Um mundo rico e cheio de atividades

O jogo apresenta diversas regiões, cada uma com biomas distintos e repletos de vida. Explorar esses ambientes vai além da narrativa principal, com uma grande quantidade de missões secundárias, coleta de recursos e desafios adicionais.

O conteúdo pós-jogo também se destaca, oferecendo ainda mais atividades e prolongando a experiência de forma significativa.

No entanto, as dungeons podem se tornar repetitivas com o tempo, e o ritmo da progressão na parte final exige dedicação extra para evoluir o nível dos personagens.

Visual vibrante e identidade própria

Diferente da série principal, Monster Hunter Stories 2 aposta em um estilo mais colorido e estilizado. Os cenários são vivos e convidativos, enquanto as animações dos monstros durante o combate reforçam a personalidade de cada criatura.

A trilha sonora acompanha bem essa proposta, alternando entre momentos de exploração e batalhas intensas, criando uma ambientação consistente.

No quesito desempenho, o jogo não deixa a desejar em nada, algo padrão da Capcom. Durante as mais de 100 horas, não tive qualquer problema com crashes, quedas de desempenho ou problemas que impedissem o meu avanço.

Monster Hunter Stories 2: Wings of Ruin - Launch Trailer | PS4

Monster Hunter Stories 2: Wings of Ruin – Vale a pena?

Publisher: Capcom
Console: PlayStation 4

Monster Hunter Stories 2: Wings of Ruin é um RPG leve e viciante, com combate estratégico divertido e um sistema de monstros cheio de possibilidades. Mesmo com dungeons repetitivas e ritmo mais lento no final, entrega uma jornada longa, carismática e fácil de se apegar
Veredito Final
85%

Monster Hunter Wilds refina a fórmula, mas reduz desafio

Sou um caçador de longa data, e Monster Hunter Wilds era facilmente meu jogo do ano antes mesmo do lançamento. Escrever sobre ele é um prazer, mas também exige equilíbrio. O título traz melhorias significativas e um combate mais dinâmico, funcionando como a porta de entrada perfeita para novos jogadores. Ao mesmo tempo, algumas escolhas podem frustrar quem já acompanha a franquia há anos. É justamente essa dualidade que define a experiência.

Uma narrativa mais presente

A história representa um avanço claro em relação aos jogos anteriores. Agora assumimos o papel de um caçador experiente que chega às Terras Proibidas, uma região instável, repleta de criaturas agressivas e fenômenos naturais incomuns.

A introdução de Nata adiciona um elemento central à narrativa. Sua conexão com Arkveld guia boa parte dos acontecimentos e dá mais peso emocional à jornada. Além disso, o protagonista finalmente possui voz, com dublagem completa em português, o que fortalece muito a imersão.

Apesar dessas melhorias, a narrativa sofre com ritmo inconsistente. Momentos que poderiam aprofundar personagens e conflitos acabam sendo interrompidos por batalhas constantes. Os personagens secundários, em especial, carecem de carisma e muitas vezes parecem artificiais.

Combate mais fluido e acessível

O combate continua sendo o coração da experiência, agora mais ágil e refinado. O novo Modo Foco permite atingir pontos específicos dos monstros, incentivando precisão e estratégia durante as caçadas.

As armas clássicas retornam com ajustes importantes, tornando seu uso mais acessível sem perder identidade. A possibilidade de carregar duas armas e alternar entre elas durante a caçada adiciona uma camada tática interessante e torna os confrontos mais dinâmicos.

Por outro lado, essa acessibilidade reduz o desafio. O jogo é menos punitivo, mesmo em níveis mais avançados. A progressão também exige menos esforço, com menos necessidade de farmar recursos. Para novos jogadores, isso é um grande acerto. Para veteranos, pode diminuir a sensação de conquista.

Mundo aberto impressionante

O mundo é totalmente interconectado e vivo. Os biomas se conectam de forma natural, e o clima dinâmico influencia diretamente o comportamento das criaturas.

O nível de detalhe é alto, com ambientes destrutíveis e mudanças que afetam a estratégia durante as batalhas. O ciclo de dia e noite também impacta a exploração e o comportamento dos monstros.

O Seikret, nova montaria, facilita a locomoção e permite trocar equipamentos rapidamente. No entanto, sua movimentação automatizada reduz o senso de exploração. A jornada se torna mais prática, mas menos envolvente.

As bases temporárias são uma adição interessante, trazendo uma camada estratégica ao permitir preparo durante as caçadas, ainda que não sejam exploradas ao máximo.

Monstros incríveis, mas aliados esquecíveis

As criaturas continuam sendo o grande destaque. Novos tipos de monstros trazem mecânicas únicas, enquanto clássicos retornam com comportamentos mais naturais e complexos.

Arkveld se destaca como um dos confrontos mais marcantes, tanto pelo design quanto pelo desafio. As interações entre monstros e ambiente tornam cada caçada mais orgânica.

Por outro lado, os companheiros controlados por IA não acompanham esse nível de qualidade. Eles contribuem pouco em combate e não possuem sistemas de evolução ou personalização, limitando seu papel na experiência.

Personalização profunda e recompensadora

A customização é um dos pontos mais fortes. O criador de personagens oferece liberdade ampla, permitindo construir protagonistas únicos.

O sistema de armas continua robusto, agora com materiais obtidos também por interações com o ambiente. Algumas armas possuem efeitos condicionais, adicionando variedade ao combate.

As armaduras se destacam tanto visualmente quanto funcionalmente. O sistema de transmog já disponível desde o início é um grande acerto. Runas e modificações ampliam ainda mais as possibilidades de build, permitindo adaptar o estilo de jogo com precisão.

Visual impressionante e desempenho questionável

Tecnicamente, o jogo é o mais bonito da franquia. Os ambientes são densos, vivos e reativos, enquanto os monstros apresentam animações detalhadas e naturais.

No desempenho, a experiência é estável na maior parte do tempo. Existem pequenas quedas de performance em momentos mais intensos, como tempestades ou múltiplos inimigos na tela, mas nada que comprometa a jogabilidade.

Monster Hunter Wilds – Vale a pena?

Publisher: Capcom
Console: PlayStation 5

Monster Hunter Wilds evolui a fórmula da franquia com um mundo aberto impressionante, combate mais fluido e acessível e uma narrativa mais presente. Apesar disso, o ritmo irregular da história, a redução do desafio e companheiros pouco marcantes criam uma experiência mais amigável, mas menos exigente para veteranos.
Veredito Final
90%

Monster Hunter Stories aposta em nova abordagem para à franquia

Nem todo jogo de Monster Hunter precisa seguir a mesma fórmula para funcionar. Monster Hunter Stories prova exatamente isso ao trocar a ação frenética por uma experiência mais estratégica e focada em narrativa. Em vez de caçar monstros, aqui a proposta é entendê-los, criar vínculos e lutar ao lado deles.

Um novo olhar sobre o universo da franquia

A história se passa em um mundo onde humanos convivem com monstros, mas de formas bem diferentes. Enquanto caçadores os veem como presas, os Riders criam laços com essas criaturas, transformando-as em aliados.

A narrativa começa de forma simples, em uma vila pacata, mas rapidamente ganha peso após um evento trágico envolvendo o protagonista e seus amigos, Lilia e Cheval. A partir daí, cada personagem segue um caminho próprio, lidando com perdas, escolhas e consequências.

Enquanto Cheval busca vingança e Lilia enfrenta conflitos internos, o jogador assume o papel de Rider em uma missão maior, ligada à chamada Calamidade Negra. Ao longo da jornada, o jogo trabalha temas como amizade, redenção e amadurecimento, criando uma história mais emocional do que o esperado dentro da franquia.

Colecionar, evoluir e criar estratégias

O grande diferencial está na forma como os monstros são tratados. Em vez de enfrentá-los apenas como inimigos, o jogador pode coletar ovos em covis espalhados pelo mundo e chocar novos companheiros, os chamados Monsties.

Cada ovo pode gerar criaturas diferentes, incentivando exploração e escolha cuidadosa. Esse sistema adiciona um elemento de surpresa e planejamento, já que montar uma equipe eficiente faz toda a diferença.

O combate segue o modelo por turnos, baseado em um sistema de vantagens entre tipos de ataque: Poder, Técnica e Velocidade. Funciona como uma variação de “pedra, papel e tesoura”, mas com camadas extras que exigem leitura de padrões e adaptação.

Além disso, a sincronização com os Monsties permite ataques especiais mais poderosos, reforçando a importância da conexão entre jogador e criatura.

Personalização que vai além do básico

Outro ponto forte está na customização. O sistema de genes permite transferir habilidades entre monstros, criando combinações únicas e adaptando cada integrante da equipe ao estilo do jogador.

Essa liberdade incentiva experimentação e dá profundidade ao combate, já que diferentes builds podem ser criadas para lidar com desafios específicos.

Exploração cheia de possibilidades

O mundo do jogo convida à exploração constante. Há uma grande variedade de áreas, missões secundárias e segredos espalhados pelo mapa. Durante a jornada, é possível encontrar novos Monsties, coletar itens raros e até localizar elementos colecionáveis que incentivam o jogador a explorar cada canto.

As montarias também desempenham papel importante. Cada Monstie possui habilidades únicas fora do combate, como nadar, voar ou quebrar obstáculos, o que abre novos caminhos e amplia as possibilidades de exploração.

Além disso, o conteúdo pós-jogo adiciona ainda mais desafios, incentivando o jogador a continuar evoluindo sua equipe e explorando o sistema de combate.

Visual renovado e apresentação consistente

Originalmente lançado para uma plataforma portátil, o jogo recebeu melhorias visuais que fazem diferença. O estilo cartunesco foi preservado, mas agora com modelos mais detalhados e ambientes mais vivos.

Essa identidade visual mais leve combina bem com a proposta do jogo, criando uma experiência acessível e agradável.

A trilha sonora também cumpre bem seu papel, alternando entre momentos mais tranquilos e batalhas intensas, ajudando a construir a atmosfera da aventura.

Monster Hunter Stories - Official Launch Trailer

Monster Hunter Stories – Vale a pena?

Publisher: Capcom
Console: PlayStation 4

Monster Hunter Stories mostra que a franquia pode explorar caminhos distintos sem perder sua essência. Com foco em estratégia, coleta e narrativa, o jogo entrega uma experiência longa, carismática e cheia de conteúdo. A remasterização ajuda a torná-lo mais acessível, ampliando seu alcance para novos públicos.
Veredito Final
80%

Kunitsu-Gami: Path of the Goddess é ousado e único

Quando a Capcom decide sair da zona de conforto, o resultado costuma ser curioso, e, muitas vezes, surpreendente. Kunitsu-Gami: Path of the Goddess é exatamente esse tipo de projeto: uma mistura ousada de gêneros que foge completamente das franquias tradicionais da empresa. Ao combinar ação, estratégia e elementos de tower defense com forte inspiração cultural, o jogo constrói uma identidade própria e mostra que ainda há espaço para inovação dentro de um catálogo já consagrado.

Uma jornada espiritual em meio ao caos

A história nos leva ao Monte Kafuku, um local sagrado corrompido por uma força maligna conhecida como Seethe. Essa corrupção transforma o ambiente, distorce criaturas e coloca toda a região em colapso.

No centro dessa jornada está Yoshiro, uma sacerdotisa encarregada de restaurar o equilíbrio espiritual. Ao seu lado está Soh, o guerreiro responsável por protegê-la durante esse processo. A narrativa segue um caminho simples, mas funcional, sendo contada muito mais através do ambiente e da simbologia do que por diálogos diretos.

A forte influência do xintoísmo dá o tom da experiência, criando uma sensação constante de ritual e purificação. Não é uma história focada em reviravoltas, mas sim na atmosfera e no significado por trás de cada ação.

Estratégia e ação andando juntas

O grande diferencial do jogo está na sua jogabilidade híbrida. Aqui, não basta apenas atacar, é preciso planejar. Durante o dia, o jogador explora os cenários, purifica áreas contaminadas e organiza a defesa. Enquanto à noite, o foco muda completamente: hordas de inimigos avançam, exigindo posicionamento estratégico e decisões rápidas.

Esse ciclo cria um ritmo interessante, alternando entre preparação e execução. Cada fase funciona quase como um quebra-cabeça, onde entender o terreno e usar bem os recursos faz toda a diferença.

Construção, adaptação e sobrevivência

Os aldeões são parte essencial da experiência. Eles podem ser designados para diferentes funções, desde combatentes até suporte e sua organização impacta diretamente no sucesso da missão.

Além disso, estruturas defensivas como barreiras e pontos elevados ajudam a controlar o avanço dos inimigos. Saber onde posicionar cada elemento é tão importante quanto lutar diretamente.

Soh entra como a peça ativa do combate, oferecendo mobilidade e poder ofensivo. Enquanto isso, melhorias como talismãs e upgrades de unidades ampliam as possibilidades estratégicas ao longo da campanha.

Desafios que exigem paciência

Apesar da proposta criativa, o jogo não escapa de alguns problemas. A variedade inicial de comandos é limitada, o que pode deixar as primeiras horas um pouco repetitivas.

Outro ponto é a inconsistência na dificuldade. Algumas fases exigem tentativas repetidas até que o jogador encontre a estratégia ideal, o que pode frustrar em determinados momentos. Além disso, a inteligência artificial dos aldeões também nem sempre colabora, afetando a eficiência das defesas.

Ainda assim, para quem gosta de experimentar e ajustar estratégias, esses desafios acabam fazendo parte do processo.

Uma identidade visual marcante

Se há um aspecto que realmente se destaca, é a direção artística. Kunitsu-Gami: Path of the Goddess aposta em um visual vibrante, inspirado na estética tradicional japonesa, mas com um toque moderno.

Os cenários variam entre florestas, cavernas e templos, sempre com cores fortes e contrastes marcantes, especialmente na transição entre dia e noite, que reforça a dualidade entre purificação e corrupção.

A trilha sonora acompanha esse cuidado, misturando instrumentos tradicionais como koto e taiko com composições mais contemporâneas. O resultado é uma ambientação que reforça constantemente o tom espiritual da experiência.

Kunitsu-Gami: Path of the Goddess - Launch Trailer


Kunitsu-Gami: Path of the Goddess – Vale a pena?

Publisher: Capcom
Console: PlayStation 5

Kunitsu-Gami: Path of the Goddess é um daqueles projetos que não tentam agradar todo mundo, e isso é justamente o seu maior trunfo. Mesmo com algumas limitações, entrega uma proposta única, visualmente marcante e mecanicamente interessante. Mais do que um experimento, é uma prova de que a Capcom ainda sabe se reinventar quando decide arriscar.
Veredito Final
80%

Mega Man Star Force Legacy Collection é a porta de entrada ideal para a saga

Nem todo capítulo de uma franquia famosa recebe o mesmo reconhecimento, e Mega Man Star Force sempre ficou um pouco à margem dentro do legado do personagem. A Mega Man Star Force Legacy Collection surge justamente para mudar isso, reunindo a trilogia completa e suas variações em um pacote que valoriza essa fase menos explorada.

Uma jornada que cresce junto com o protagonista

A trilogia acompanha a trajetória de Geo Stelar, começando de forma intimista e evoluindo gradualmente para algo maior. No primeiro jogo, vemos um garoto isolado, lidando com o desaparecimento do pai, até que o encontro com Omega-Xis muda completamente sua realidade. A partir daí, ele assume o papel de Mega Man e passa a enfrentar ameaças invisíveis ao mundo comum.

O que realmente chama atenção é a evolução emocional do personagem. Geo começa retraído, desconfiado, e aos poucos constrói relações que ajudam a moldar sua personalidade.

Nos títulos seguintes, o universo se expande. Novas ameaças, organizações e conceitos entram em cena, mas sem deixar de lado o desenvolvimento já construído. Cada jogo adiciona camadas à narrativa, mantendo uma continuidade que valoriza quem acompanha toda a trilogia.

Combate híbrido que mistura ação e estratégia

Diferente dos Mega Man tradicionais, aqui a proposta é outra. O jogo adota um sistema que combina RPG com ação em tempo real. As batalhas acontecem em uma grade, com movimentação lateral e uso de cartas para executar ataques. Isso cria uma dinâmica interessante, onde reflexos rápidos precisam andar junto com planejamento estratégico.

Montar o deck certo faz toda a diferença, e encontrar combinações eficientes se torna parte essencial da progressão. Ainda assim, o ritmo pode acabar cansando com o tempo, principalmente por conta da frequência de encontros aleatórios.

Outro ponto que pode dificultar para iniciantes é a forma como algumas mecânicas são apresentadas, nem sempre explicadas com clareza.

Exploração que sustenta a progressão

A estrutura do jogo mistura exploração, diálogos e missões secundárias para construir o avanço da história.

Esse ciclo funciona bem, mantendo o jogador sempre ocupado, mas traz algumas limitações. A principal delas é a forma como as missões secundárias são gerenciadas, permitindo aceitar apenas uma por vez, o que quebra um pouco o ritmo.

Ainda assim, o conjunto consegue manter a progressão interessante, especialmente para quem gosta de explorar cada detalhe.

Recursos modernos fazem diferença

Um dos grandes méritos da coletânea está nas melhorias de qualidade de vida. Agora é possível ajustar velocidade do jogo, controlar a taxa de encontros e até modificar parâmetros como dano recebido e recuperação de vida. Essas opções tornam a experiência muito mais flexível, agradando tanto novatos quanto veteranos.

O multiplayer online também é um acréscimo importante. Trocar cartas e enfrentar outros jogadores ficou muito mais acessível em comparação com o sistema original do Nintendo DS.

Além disso, conteúdos que antes eram limitados a eventos foram incluídos, transformando essa versão na mais completa já lançada.

Visual preservado, com leves ajustes

Graficamente, a coletânea mantém a base original, com pequenas melhorias para adaptação às telas modernas. Os sprites continuam fiéis ao estilo da época, enquanto os efeitos em combate se mostram mais limpos. Ainda assim, é perceptível que não houve uma grande reformulação visual, o que pode dar uma sensação datada em alguns momentos.

Por outro lado, o desempenho é consistente. A experiência é estável, sem problemas técnicos relevantes, garantindo fluidez em todos os jogos incluídos.

Mega Man Star Force Legacy Collection – Launch Trailer

Mega Man Star Force Legacy Collection – Vale a pena?

Publisher: Capcom
Console: PlayStation 5

Mega Man Star Force Legacy Collection cumpre bem seu papel ao resgatar uma parte subestimada da franquia. Com narrativa contínua, combate diferenciado e uma boa quantidade de conteúdo, ela oferece uma experiência sólida, mesmo com algumas limitações estruturais. Para quem gosta de RPGs de ação ou quer conhecer um lado diferente de Mega Man, essa coletânea funciona como a porta de entrada ideal e talvez como uma redescoberta para quem nunca deu a devida atenção a essa trilogia.
História
80%
Jogabilidade
83%
Gráficos
85%
Desempenho
80%

Resident Evil Requiem é a união perfeita entre terror psicológico e ação

Resident Evil Requiem não é apenas mais um título da aclamada franquia, é uma obra de arte que une elementos que definiram a série, misturando terror psicológico e muita ação. A Capcom conseguiu equilibrar perfeitamente duas vertentes, trazendo um jogo que agrada tanto veteranos quanto novatos. O que poderia ser apenas apenas união de estilo, aqui se transforma em uma jornada de múltiplas camadas entre a dupla narrativa de Grace Ashcroft e Leon S. Kennedy.

Grace Ashcroft

Grace Ashcroft, filha de Alyssa Ashcroft (Resident Evil Outbreak), é uma das maiores surpresas que à franquia ofereceu ao longo dos anos. Como agente do FBI, ela é enviada para investigar uma misteriosa morte, que coincide ser no mesmo local em que sua mãe foi assassinada. O que parecia um simples caso, se mostra uma grande armadilha, com Grace sendo sequestrada por Dr. Victor Gideon e passa a enfrentar seu maior pesadelo.

A jornada de Grace é construída pelo medo constante. Diferente de outros protagonistas, ela não tem habilidades de combate para lidar com os infectados e criaturas apresentadas, sendo uma pessoa vulnerável e tensa. Sua insegurança é palpável, e o jogo ressalta isso constantemente, demonstrando isso através da hesitação em usar uma arma, sua respiração acelerada e até mesmo ataques de pânico. Enquanto com Grace, cada espaço é ameaçador, o jogador sente na pele sua fragilidade, reforçando o terror psicológico do título.

O grande diferencial de Grace é seu gerenciamento de recursos, sendo parte vital da jornada. A personagem possui um inventário limitado e poucas armas, então ela precisa usar a mecânica exclusiva para coletar sangue e criar itens. Cada recurso aproveitado de forma cuidadosa para que não sejam desperdiçados. Além disso, personagens como o Açougueiro e Chunk perseguem a personagem constantemente, levando perigo constante ao jogador.

Leon S. Kennedy

Enquanto Grace nos leva ao terror psicológico, Leon nos conduz por uma narrativa repleta de ação. Após anos enfrentando a Umbrella e as armas biológicas, Leon está mais velho e cansado, mas ainda assim tenta rastrear um cientista que possui ligação com o surto de Raccoon City. Ele é um agente já experiente, mas a vida o levou ao limite, fazendo com que seu corpo não seja como antes, principalmente por estar infectado. Isso faz com que Leon tenha certa urgência em sua missão, principalmente para achar uma cura.

A jogabilidade de Leon contrasta totalmente com a de Grace, e isso é ótimo! Enquanto com a personagem nos estávamos presos com os infectados, aqui, eles estão presos com Leon. Armado até os dentes e com habilidades corpo a corpo, suas sessões são repletas de confrontos cinematográficos. Porém, mesmo estando mais experiente, ele não é uma máquina imbatível. É preciso ter cautela, especialmente em dificuldades mais altas, onde os inimigos pressionam de forma constante.

Levar Leon para o combate é sempre prazeroso, valendo o risco. O jogo premia o jogador com pontos por diversas atividades com o personagem, podendo usá-los para melhorar armas e seu estilo de combate. Enquanto a progressão é constante e não deixa o jogador cair na mesmice, sempre apresentando novas recompensas, inimigos e colecionáveis.

O melhor dos dois mundos

Resident Evil Requiem ousa e aposta na alternância entre os estilo de Grace e Leon. Enquanto Grace é feita para viver o terror psicológico em primeira pessoa, trazendo uma perspectiva mais intimista, Leon é jogado em terceira pessoa, oferecendo uma visão melhor do espaço e inimigos. O melhor é que o jogador é livre para alternar entre essas câmeras a qualquer momento, impactando diretamente a sensação de imersão e a fluidez entre o terror e a ação.

Para os jogadores que buscam um desafio extra, o modo clássico de Resident Evil Requiem é um prato cheio. Como nos jogos antigos, ele limita o número de fitas de tinta para salvar, fazendo com que cada erro custe seu progresso. Isso adiciona uma tensão extra ao jogo, principalmente por conter ainda menos recursos que o modo normal.

RE Engine em seu ápice

Tecnicamente, Resident Evil Requiem é um espetáculo visual! A RE Engine nunca foi tão impressionante e sua evolução impressiona. O nível de detalhamento dos ambientes e personagens são de cair o queixo. Enquanto cada cenário é trabalhado de forma detalhista, fazendo com que a iluminação crie uma atmosfera densa e opressiva, com sombras e reflexos que aumentam a tensão. As expressões faciais, especialmente de Grace, são de uma intensidade única, transmitindo o medo e a determinação de forma intensa.

O design dos inimigos também é de tirar o fôlego, com deformidades grotescas e animações que fazem cada encontro ser uma experiência única. A ambientação, desde os corredores escuros até as áreas mais abertas, mantém uma consistência impressionante, sempre criando momentos de medo e surpresa.

Quanto ao desempenho, Resident Evil Requiem é impecável no PlayStation 5, onde o jogo roda de forma extremamente fluida, com taxas de quadros estáveis e tempos de carregamento quase inexistentes. Até mesmo em áreas mais complexas e repletas de inimigos, o jogo mantém um desempenho sólido, sem quedas, garantindo uma experiência imersiva e sem interrupções.

A dublagem que eleva a experiência

Não é apenas a parte visual que impressiona; a dublagem de Resident Evil Requiem é um dos maiores destaques do jogo. Stephany Custodi, dando voz a Grace, traz uma atuação primorosa, capturando a fragilidade e o medo da personagem. Enquanto Felipe Grinnan, interpretando Leon, faz jus à trajetória do personagem, transmitindo sua confiança, mas também o desgaste de tantos anos enfrentando o caos.

Resident Evil Requiem - Launch Trailer | PS5 Games

Resident Evil Requiem – Vale a pena?

Publisher: Capcom
Console: PlayStation 5

Resident Evil Requiem é uma obra-prima que mistura terror psicológico e ação de forma brilhante. Com uma narrativa envolvente, personagens cativantes e gráficos impressionantes, o jogo entrega uma experiência intensa e imersiva, equilibrando habilmente tensão e combate, sendo imperdível para fãs da franquia.
História
100%
Jogabilidade
100%
Gráficos
100%
Desempenho
100%