Nem todo jogo de Monster Hunter precisa seguir a mesma fórmula para funcionar. Monster Hunter Stories prova exatamente isso ao trocar a ação frenética por uma experiência mais estratégica e focada em narrativa. Em vez de caçar monstros, aqui a proposta é entendê-los, criar vínculos e lutar ao lado deles.

Um novo olhar sobre o universo da franquia
A história se passa em um mundo onde humanos convivem com monstros, mas de formas bem diferentes. Enquanto caçadores os veem como presas, os Riders criam laços com essas criaturas, transformando-as em aliados.
A narrativa começa de forma simples, em uma vila pacata, mas rapidamente ganha peso após um evento trágico envolvendo o protagonista e seus amigos, Lilia e Cheval. A partir daí, cada personagem segue um caminho próprio, lidando com perdas, escolhas e consequências.
Enquanto Cheval busca vingança e Lilia enfrenta conflitos internos, o jogador assume o papel de Rider em uma missão maior, ligada à chamada Calamidade Negra. Ao longo da jornada, o jogo trabalha temas como amizade, redenção e amadurecimento, criando uma história mais emocional do que o esperado dentro da franquia.

Colecionar, evoluir e criar estratégias
O grande diferencial está na forma como os monstros são tratados. Em vez de enfrentá-los apenas como inimigos, o jogador pode coletar ovos em covis espalhados pelo mundo e chocar novos companheiros, os chamados Monsties.
Cada ovo pode gerar criaturas diferentes, incentivando exploração e escolha cuidadosa. Esse sistema adiciona um elemento de surpresa e planejamento, já que montar uma equipe eficiente faz toda a diferença.
O combate segue o modelo por turnos, baseado em um sistema de vantagens entre tipos de ataque: Poder, Técnica e Velocidade. Funciona como uma variação de “pedra, papel e tesoura”, mas com camadas extras que exigem leitura de padrões e adaptação.
Além disso, a sincronização com os Monsties permite ataques especiais mais poderosos, reforçando a importância da conexão entre jogador e criatura.

Personalização que vai além do básico
Outro ponto forte está na customização. O sistema de genes permite transferir habilidades entre monstros, criando combinações únicas e adaptando cada integrante da equipe ao estilo do jogador.
Essa liberdade incentiva experimentação e dá profundidade ao combate, já que diferentes builds podem ser criadas para lidar com desafios específicos.

Exploração cheia de possibilidades
O mundo do jogo convida à exploração constante. Há uma grande variedade de áreas, missões secundárias e segredos espalhados pelo mapa. Durante a jornada, é possível encontrar novos Monsties, coletar itens raros e até localizar elementos colecionáveis que incentivam o jogador a explorar cada canto.
As montarias também desempenham papel importante. Cada Monstie possui habilidades únicas fora do combate, como nadar, voar ou quebrar obstáculos, o que abre novos caminhos e amplia as possibilidades de exploração.
Além disso, o conteúdo pós-jogo adiciona ainda mais desafios, incentivando o jogador a continuar evoluindo sua equipe e explorando o sistema de combate.

Visual renovado e apresentação consistente
Originalmente lançado para uma plataforma portátil, o jogo recebeu melhorias visuais que fazem diferença. O estilo cartunesco foi preservado, mas agora com modelos mais detalhados e ambientes mais vivos.
Essa identidade visual mais leve combina bem com a proposta do jogo, criando uma experiência acessível e agradável.
A trilha sonora também cumpre bem seu papel, alternando entre momentos mais tranquilos e batalhas intensas, ajudando a construir a atmosfera da aventura.
Monster Hunter Stories – Vale a pena?
